Cuba fecha hotéis e realoca turistas diante de crise energética
Medida busca reduzir consumo de energia e enfrentar escassez de combustível em meio a apagões
A ditadura de Cuba iniciou o fechamento de hotéis na ilha e transferiu turistas para outras unidades como parte de medidas para enfrentar a grave crise energética e a escassez de combustível.
Segundo o vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga, “se desenhou um plano no turismo para reduzir os consumos energéticos, compactar as instalações turísticas e aproveitar a temporada alta que decorre neste momento no país”.
Os hotéis afetados estão principalmente em Varadero e no norte da ilha, incluindo unidades de redes como Meliá, Iberostar e Blue Diamond.
O turismo cubano, tradicional motor da economia, registrou em 2025 o pior ano desde 2002, com 1,8 milhão de visitantes internacionais, ante 4,7 milhões em 2018.
Crise energética
O país enfrenta apagões desde o final de 2024, com eletricidade produzida em quantidade insuficiente para atender à demanda.
O ditador Miguel Díaz-Canel afirmou que o plano anticrise se inspira nas estratégias do “Período Especial” dos anos 1990, incluindo racionamento extremo, autosuficiência e adaptações aulas semipresenciais.
Além da falta de combustível, Cuba sofre com escassez de alimentos e medicamentos, colapso do turismo pós-pandemia e grande êxodo populacional.
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À beira do colapso
A pressão econômica sobre Cuba aumentou com um decreto assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na última quinta. O documento prevê tarifas adicionais para países que comercializem petróleo com a ilha, sob alegação de proteger a segurança nacional americana.
Díaz-Canel chamou Washington de “governo imperial” e disse que as medidas provocaram “desabastecimento agudo de combustível” no país. A
A situação se agrava com o inverno rigoroso. Havana registrou temperatura histórica de 0°C, aumentando a demanda por energia em um momento de escassez de combustível para as termelétricas.
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