Crusoé: Vítimas do chavismo
Ineficiência da ditadura amplia as mortes provocadas por terremoto na Venezuela
Não há como prever quando um terremoto irá ocorrer, mas é possível se preparar para esses episódios, para evitar números elevados de mortos.
Ao lidar com os tremores, os países que estão em áreas de risco se dividem em dois grupos.
O primeiro é o das democracias que prestam contas para a população. Em países como o Japão e o Chile, as normas de construção são extremamente rígidas, a população é treinada para enfrentar a situação e equipes de bombeiros e da defesa civil estão permanentemente a postos.
O segundo grupo é o de países autoritários, como China, Turquia e Venezuela, em que o governo permite qualquer tipo de construção e não se prepara para o pior, pois se sente muito confortável ao exercer o poder.
É esse, infelizmente, o grupo da Venezuela chavista, hoje comandada por Delcy Rodríguez.
A magnitude dos dois terremotos do dia 24 de junho — de 7,2 e 7,5 — deixou cerca de 2 mil mortos. Mas a cifra pode subir muito mais, uma vez que se contam mais de 65 mil desaparecidos.
No Chile, onde terremotos chegam a ter magnitudes ainda maiores, os mortos não têm passado de algumas dezenas.
Civil salva civil
O terremoto que atingiu principalmente a cidade costeira de La Guaira, onde fica o aeroporto que serve a capital Caracas, deixou hospitais inoperantes.
Ambulâncias não tinham gasolina para deslocar os feridos.
A população ainda ficou sem água e sem eletricidade.
Os militares, tão agraciados pelo chavismo com inúmeros benefícios, tiveram participação discreta nos primeiros dias.
“O chavismo foi, pouco a pouco, desmontando as instituições e desmantelando os serviços que poderiam ter algum valor para os venezuelanos. O terremoto deixou cidades sem eletricidade e sem água, o que praticamente inviabiliza um sistema…
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