Crusoé: Starmer diz a ministros que não vai renunciar
Ao menos 80 parlamentares trabalhistas já pediram publicamente que o primeiro-ministro britânico anuncie uma data de renúncia
Apesar da crise em seu governo, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer (foto), afirmou a ministros nesta terça-feira, 12, que não irá renunciar.
Durante uma reunião de gabinete de emergência na residência oficial, Starmer defendeu sua permanência como primeiro-ministro.
“Eu assumo a responsabilidade por esses resultados eleitorais, e assumo a responsabilidade por entregar a mudança que prometemos. […] O Partido Trabalhista tem um processo para desafiar um líder e esse processo não foi acionado. O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e o que devemos fazer como gabinete”, disse Starmer, segundo comunicado divulgado pelo seu gabinete.
Ele também convidou os integrantes da alta cúpula do governo a fazerem um desafio direto pela sua liderança.
Ao menos 80 dos 403 parlamentares trabalhistas já pediram publicamente que Starmer anuncie uma data de renúncia para que o partido possa escolher um novo líder de forma ordenada.
Derrota nas urnas precipita crise interna
As eleições locais realizadas na semana passada representaram o pior resultado do Partido Trabalhista em anos. O partido perdeu mais de 1.400 vagas em conselhos municipais por toda a Inglaterra, além de perder o controle do governo galês, no qual estava no poder há décadas.
O Reform UK, partido de direita comandado por Nigel Farage, avançou em todo o território britânico, mesmo tendo obtido menos de 30% dos votos em um cenário com múltiplas legendas.
Em discurso proferido em Londres na segunda-feira seguinte à derrota, Starmer admitiu o impacto dos resultados: “Isso dói e deveria doer. Eu entendo. Eu sinto isso. E assumo a responsabilidade”. Ainda assim, descartou a renúncia, argumentando que uma troca de liderança reproduziria a instabilidade vivida durante os governos conservadores anteriores a 2024. “Assumo a responsabilidade por não desistir”, declarou.
O premier também anunciou a intenção de aproximar o Reino Unido da União Europeia, sem, contudo, reverter o Brexit…
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