Crusoé: EUA detalham regras de bloqueio naval no Estreito de Ormuz
De acordo com o CENTCOM, qualquer embarcação que tente entrar ou sair de águas iranianas sem autorização pode ser interceptada
As Forças Armadas dos Estados Unidos detalharam nesta segunda-feira, 13, as regras do bloqueio naval no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
O presidente Donald Trump havia anunciado mais cedo o controle sobre o acesso aos portos iranianos, além do bloqueio da costa do país até o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
“Se alguma dessas embarcações se aproximar minimamente do nosso bloqueio, será eliminada imediatamente, usando o mesmo sistema de neutralização que empregamos contra traficantes de drogas em alto mar. É rápido e brutal”, escreveu na Truth Social.
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), qualquer embarcação que tente entrar ou sair de águas iranianas sem autorização pode ser interceptada, desviada ou capturada pelas forças navais destacadas na região.
O comando afirmou, no entanto, que o trânsito neutro será mantido para navios com destino a portos não iranianos, desde que utilizem a rota internacional pelo estreito.
“A medida será aplicada de forma imparcial a embarcações de qualquer nacionalidade que operem em portos ou áreas costeiras do Irã”, informou.
O CENTCOM também destacou que remessas humanitárias, como alimentos e medicamentos, estão autorizadas, embora sujeitas a inspeção.
“Todas as embarcações devem se comunicar com as forças navais dos EUA ao navegar no Golfo de Omã e ao se aproximar do Estreito de Ormuz, utilizando o canal internacional de rádio”, acrescentou.
As restrições já provocaram impactos imediatos no tráfego marítimo internacional.
Pelo menos dois petroleiros alteraram suas rotas ao se aproximarem da região.
Segundo a Organização Marítima Internacional, cerca de 1.600 embarcações e mais de 20 mil tripulantes permanecem retidos nos dois lados…
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