Crusoé: Ação contra Moraes nos EUA cita censura a Crusoé
Rumble e companhia de Donald Trump falam do Inquérito das fake news e criticam "ordens de silêncio" ao interpelar ministro do STF
A plataforma de vídeos Rumble e a Trump Media and Tecnhology Group Corp (TMTG), do presidente americano Donald Trump, ingressaram com uma ação judicial conjunta nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Agindo sob o disfarce do Supremo Tribunal Federal da República Federativa do Brasil, STF, o juiz Moraes emitiu ordens abrangentes para suspender várias contas baseadas nos EUA de um conhecido usuário politicamente conhecido, garantindo que nenhuma pessoa nos Estados Unidos possa ver seu conteúdo (ordens de silêncio)“, afirma a ação.
As medidas seriam contra a Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão.
Emails de Moraes
“Alexandre de Moraes, um juiz do STF, propositalmente dirigiu sua conduta para corporações sediadas na Flórida e seus servidores, data centers, operações e relacionamentos de usuários localizados neste Distrito. Ele tentou fazer cumprir as ordens de silêncio enviando-as por e-mail para o assessoria jurídica da Rumble na Flórida (legal@rumble.com)“, diz a ação.
“As ordens de silêncio exigem a suspensão e proíbem a criação de contas, exigem que a Rumble entregue informações do titular da conta, impõe multas diárias e obriga potenciais desligamentos da Rumble — uma corporação da Flórida com servidores localizados neste Distrito (da Flórida)“, afirma o documento.
“O cumprimento das ordens de silêncio exigem que a Rumble faça alterações nos servidores, o que prejudica diretamente a TMTG (de Trump) — cuja plataforma global
online depende, em parte, desses servidores e também está sediada na Flórida“, diz o texto.
“As ordens de silêncio, portanto, interferem diretamente nas operações, relacionamentos e nos discursos dos autores na Flórida. Além disso, o impacto das
penalidades diárias é sentido pela Rumble em sua sede corporativa na Flórida.”
A atuação de Moraes também estaria obrigando a Rumble a ter um advogado para defender a companhia no Brasil, o que geraria…
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Comentários (2)
Marian
19.02.2025 18:00Confio na Justiça Americana, que saberá avaliar a existência de danos extraterritoriais. É uma justiça séria.
Luis Eduardo Rezende Caracik
19.02.2025 17:51Pouco importa se a plataforma é global e que está na Flórida. Para operar no Brasil, como qualquer empresa de qualquer país operando aqui, tem que obedecer as leis brasileiras. O Brasil não é súdito dos Estados Unidos, e muito menos colônia.