Comissão de Relações Exteriores do Senado vê “alívio parcial” em tarifaço de Trump
Em nota oficial, a comissão destacou que a ampliação da lista de exceções às tarifas incluiu produtos considerados estratégicos para a pauta exportadora
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado afirmou nesta quinta-feira, 16, que a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% a parte dos produtos brasileiros representa um cenário “menos gravoso” do que o inicialmente previsto, mas alertou que setores relevantes da economia nacional continuam sujeitos às novas barreiras comerciais.
Em nota oficial, a comissão destacou que a ampliação da lista de exceções às tarifas incluiu produtos considerados estratégicos para a pauta exportadora brasileira, como ferro-gusa, determinados tipos de couro, alguns produtos de madeira, mel orgânico, café instantâneo e outros insumos.
Segundo a CRE, a inclusão desses itens demonstra que “o diálogo institucional e a mobilização dos setores produtivos produziram resultados”.
“Desde o início desse processo, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado trabalhou para abrir canais de interlocução com o Congresso dos Estados Unidos, representantes do setor produtivo e autoridades americanas. Sempre defendemos que a negociação é o caminho mais eficiente para preservar empregos, investimentos e a relação econômica entre os dois países”, declarou o colegiado, comandado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS, foto)
A comissão também citou a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, como um instrumento disponível para a defesa dos interesses brasileiros. O texto, no entanto, ressalta que uma eventual resposta deve ser adotada com cautela, baseada em critérios técnicos e levando em consideração os efeitos sobre a economia brasileira e as possibilidades de continuidade das negociações.
“O próprio governo americano, ao divulgar sua decisão, afirma que a aplicação das tarifas não encerra as tratativas e que as medidas poderão ser revistas. Esse é um sinal de que o diálogo permanece aberto e deve continuar sendo prioridade”, declarou a comissão.
O tarifaço e o efeito deletério para Flávio Bolsonaro
Pesquisa Genial/Quaest publicada nesta quinta-feira indica que o impacto político do novo tarifaço do governo Donald Trump é pior para o senador Flávio Bolsonaro do que para o presidente Lula.
“Lula acusa Flávio de ter pedido o tarifaço a Trump. Flávio afirma ter pedido a Trump para não taxar o Brasil. Com quem você concorda mais?”, questionou a Quaest a 2.004 pessoas de 10 a 13 de julho.
Mais da metade (51%), disse concordar com Lula, e eram 47% os que concordavam com o petista há um mês, quando a pergunta foi feita pela primeira vez. Ao lado de Flávio estão 30%, e eram 35%.
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