Clinton nega envolvimento em caso Epstein e acusa Trump de desviar atenção
Arquivos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos expõem ex-presidente americano
Um porta-voz do ex-presidente Bill Clinton (foto) negou qualquer ligação do democrata à rede de tráfico infantil de Jeffrey Epstein e acusou Donald Trump de tentar se beneficiar politicamente da divulgação dos documentos.
O novo lote de arquivos relacionados a Epstein, liberado pelo Departamento de Justiça dos EUA, inclui cerca de 13 mil documentos e fotografias, muitos deles mostrando o financista com celebridades como Michael Jackson, Mick Jagger e o próprio Clinton.
Grande parte do material, no entanto, foi censurada: rostos e trechos de documentos foram obscurecidos, incluindo 119 páginas de processos judiciais de Nova York e uma lista de 254 “massagistas”.
Angel Ureña, porta-voz de Clinton, criticou o governo americano por manter os arquivos em segredo por meses e liberá-los numa sexta-feira à noite.
“Trata-se de se proteger do que está para vir, ou do que tentarão esconder para sempre”, afirmou. Em publicação no X, ele acrescentou: “Isso não tem nada a ver com Bill Clinton”.
Segundo Ureña, há “dois tipos de pessoas” no caso Epstein: aquelas que não sabiam dos crimes e cortaram relações antes da exposição pública, e as que permaneceram ligadas a ele depois.
“Nós estamos no primeiro grupo”, disse.
O Departamento de Justiça afirmou que mais arquivos serão liberados nas próximas semanas. A expectativa é de que novos documentos possam esclarecer melhor a extensão das atividades criminosas de Epstein.
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Abuso sexual de menores
Epstein ficou mundialmente famoso como protagonista de um escândalo de tráfico sexual de menores.
Ele foi condenado pela primeira vez em 2008, quando cumpriu 13 meses de prisão por abusar de uma menor.
O financista foi preso novamente em 2019, após novas denúncias e a descoberta de evidências de exploração sexual em suas propriedades, e acabou morrendo na cadeia, oficialmente por suicídio.
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