Arquivos Epstein incluem menções ao Brasil
O Departamento de Justiça dos EUA divulgou um novo lote de arquivos relacionados ao financista condenado por abuso sexual
O novo lote de arquivos relacionados ao financista Jeffrey Epstein traz ao menos duas menções diretas ao Brasil. O material, liberado nesta sexta-feira, 19, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, inclui mensagens e anotações manuscritas que citam o país, além de centenas de milhares de páginas com trechos censurados.
Em um dos registros, datado de janeiro de 2005, há um recado solicitando que Epstein ligasse para o novo telefone de uma mulher.
O assunto da mensagem aparece como “Brasil”, mas o campo que identifica o autor do pedido foi ocultado pelas autoridades americanas.
Outro documento contém uma anotação manuscrita segundo a qual uma mulher teria sido fotografada sem saber da existência da imagem.
O nome foi censurado, mas o texto indica que ela teria viajado ao Brasil aos 18 anos e retornado aos Estados Unidos dois anos depois. Não há detalhes adicionais sobre o local ou as circunstâncias do registro.
As referências ao Brasil aparecem em meio a um vasto conjunto de documentos. Os chamados “Arquivos Epstein” somam mais de 300 mil páginas e foram tornadas públicas após pressão do Congresso dos Estados Unidos.
Grande parte do material segue com trechos suprimidos, sob a justificativa de proteger investigações em andamento e a identidade das vítimas.
Celebridades
Os arquivos divulgados também incluem fotografias de Jeffrey Epstein ao lado de celebridades e figuras públicas, como Michael Jackson, Mick Jagger e o ex-presidente Bill Clinton.
O Departamento de Justiça não esclarece em que contexto as imagens foram feitas nem aponta envolvimento criminal dessas pessoas.

Segundo o vice-procurador-geral Todd Blanche, novas liberações devem ocorrer nas próximas semanas.
“Prevejo que divulgaremos mais documentos nas próximas semanas, então hoje algumas centenas de milhares e, nas próximas semanas, espero que mais algumas centenas de milhares”, afirmou em entrevista à Fox News.
O governo dos Estados Unidos informou que não divulgará a totalidade dos arquivos de forma integral. Parte do material pode envolver investigações determinadas pelo presidente Donald Trump sobre figuras do Partido Democrata associadas a Epstein.
Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 por crimes sexuais envolvendo uma menor e voltou a ser preso em 2019, acusado de tráfico sexual e conspiração para explorar adolescentes. Ele morreu na prisão naquele ano, antes do julgamento, em um caso classificado oficialmente como suicídio.
A ex-companheira do bilionário, Ghislaine Maxwell, foi condenada em 2021 a 20 anos de prisão por auxiliar Epstein no esquema de abuso sexual.
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