CEO do Rumble atribui volta ao Brasil a Trump
"A decisão do Brasil de revogar a censura ao Rumble é prova de que o mundo está mudando", escreveu Chris Pavlovski no X
O CEO do Rumble, Chris Pavlovski (na frente da foto), atribuiu no domingo, 9, o retorno da plataforma de compartilhamento de vídeos ao Brasil ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“O Rumble, empresa norte-americana, agora está totalmente operacional no Brasil.
Dou crédito a Donald Trump por vencer em novembro.
A decisão do Brasil de revogar a censura ao Rumble é prova de que o mundo está mudando.
O presidente Trump está tornando o mundo grande novamente.
Obrigado, Presidente Trump”, escreveu Pavlovski no X.
Concorrente do Youtube, a plataforma havia deixado de operar no país em dezembro de 2023 por discordar das exigências do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para a retirada de perfis acusados de espalhar notícias falsas e discursos de ódio no país.
Investigação nos EUA
O Rumble anunciou, em abril de 2024, ter recebido uma intimação da Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para fornecer informações solicitadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A comissão investigava a suposta censura nas redes sociais no Brasil.
“Devido às exigências do governo brasileiro para remover criadores de nossa plataforma, o Rumble está atualmente indisponível no Brasil. Vamos desafiar estas exigências do governo [brasileiro] e esperamos restaurar o acesso em breve.”
A plataforma chamou a atenção por se declarar “imune ao cancelamento”, atraindo produtores de conteúdo suspensos em outras redes sociais, como X, Instagram e Facebook.
Os recuos de Moraes
Moraes autorizou na sexta-feira, 7, o desbloqueio dos perfis do youtuber Bruno Aiub, o Monark, nas redes sociais, embora tenha decidido manter a exclusão do conteúdo considerado ilícito.
O magistrado também liberou os perfis de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo do vereador Carlos Bolsonaro.
Moraes autorizou os desbloqueios a três dias da visita da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para investigar abusos à liberdade de expressão no Brasil.
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