Canadá responsabiliza OpenAI por massacre em escola
Província canadense processa empresa por não alertar autoridades sobre atiradora que usou ChatGPT antes de matar oito pessoas
A província canadense da Colúmbia Britânica informou nesta terça-feira, 7, que prepara uma ação contra a OpenAI por falhas da empresa em denunciar atividades violentas no ChatGPT da autora de um ataque a tiros em uma escola.
Em fevereiro, a atiradora deixou mais de 20 feridos e assassinou seis pessoas que estavam na unidade de educação em Tumbler Ridge, uma cidade com cerca de 2,4 mil habitantes.
“A província está preparando medidas legais para responsabilizar a empresa de inteligência artificial OpenAI e seus tomadores de decisão por não notificarem as forças de segurança sobre as solicitações violentas feitas em sua plataforma ChatGPT pelo autor antes da tragédia em Tumbler Ridge”, disse a jornalistas a procuradora-geral da província, Niki Sharma.
Jesse Van Rootselaar, uma mulher trans de 18 anos, matou oito pessoas no pequeno povoado minerador de Tumbler Ridge, na província da Colúmbia Britânica. A OpenAI havia suspendido uma conta vinculada a ela em junho de 2025, oito meses antes do ataque a tiros.
A conta foi bloqueada por preocupações relacionadas a uso vinculado a atividades violentas, mas a OpenAI afirmou que não informou a polícia porque nada indicava um ataque iminente.
No dia do crime, 10 de fevereiro, Jesse assassinou a mãe e o meio-irmão dela, de 11 anos, em casa. Na época, a polícia afirmou que o duplo homicídio aconteceu antes do ataque na escola. Os dois corpos foram encontrados por uma pessoa da família, que entrou em contato com a polícia, como relatou a BBC na época.
No início da tarde daquele dia, a polícia recebeu uma denúncia de um atirador na cidade. Na escola, um alarme foi emitido para que alunos e professores permanecessem onde estavam, mantendo as portas fechadas.
O principal ponto de ataque foi a biblioteca. Ao todo, uma professora e cinco estudantes, com idades entre 12 e 13 anos, foram mortos por Jesse. O corpo da atiradora foi encontrado na escola, e foi apontado que ela tirou a própria vida.
No Brasil, comportamento on-line levou à prisão
Aqui no Brasil, em junho, um homem que revelou ao ChatGPT o plano de matar o filho de 8 anos para não pagar mais pensão alimentícia à ex-companheira foi preso em São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo. O alerta partiu das autoridades americanas, incluindo o Federal Bureau of Investigation (FBI), que compartilhou informações sobre o “risco concreto à integridade da vítima”.
A ação ocorreu em cumprimento a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na localidade de Farturinha, zona rural do município, em 19 de junho. À polícia, o homem negou qualquer intenção de matar a criança.
Segundo os investigadores, a OpenAI — empresa responsável pelo ChatGPT — relatou ao FBI o conteúdo das conversas do brasileiro de 36 anos com a inteligência artificial. Por cooperação internacional, o Ministério da Justiça do Brasil foi informado e repassou o alerta para a Polícia Civil capixaba. O nome do acusado não foi divulgado.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)