Câmara dos EUA intima casal Clinton a depor sobre caso Epstein
Depoimentos estão marcados para outubro; Comitê quer esclarecimentos sobre vínculos com bilionário acusado de tráfico sexual
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, foram intimados pelo Comitê de Supervisão e Responsabilidade da Câmara dos Representantes para depor nos dias 9 e 14 de outubro, no âmbito da investigação envolvendo o bilionário Jeffrey Epstein.
O comitê, controlado pela maioria republicana, também ouvirá ex-funcionários do FBI e ex-procuradores-gerais.
Segundo o presidente do colegiado, o deputado republicano James Cormer, o casal Clinton foi convocado para prestar depoimentos sobre supostos vínculos com o bilionário Jeffrey Epstein, denunciado por tráfico sexual.
O ex-presidente democrata aparece em diversas listas e registros de personalidades ligadas ao bilionário.
Durante a campanha presidencial de 2024, o então candidato Donald Trump prometeu aprofundar as investigações sobre o escândalo sexual.
O republicano, contudo, tem sido acusado de ocultar documentos do caso.
O Departamento de Justiça afirmou, em julho, que o bilionário morreu por suicídio e que não havia lista de clientes de Epstein.
As especulações ganharam força após uma reportagem do jornal americano “Wall Street Journal” revelar um suposto cartão de aniversário enviado por Trump a Epstein, acompanhando uma ilustração sugestiva.
Em resposta, Trump negou a autenticidade do cartão e anunciou sua intenção de processar o “WSJ” em pelo menos dez bilhões de dólares.
Caso Epstein
Epstein, que fez fortuna no mercado financeiro, foi preso em 2019 acusado de operar uma rede de exploração sexual de menores. Ele morreu na prisão, em Nova York, em circunstâncias oficiais consideradas suicídio.
Entre os nomes ligados ao milionário estavam Bill Clinton, o príncipe Andrew, e o próprio Trump, com quem socializou ao longo dos anos.
Em 2002, o republicano chegou a dizer à revista New York que Epstein era “um cara incrível”, “muito divertido de se conviver” e que “gostava de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são mais jovens”.
Após a prisão de Epstein, Trump mudou o tom e afirmou não ter contato com ele “há 15 anos”, negando envolvimento com a ilha particular do milionário nas Ilhas Virgens Americanas, onde teriam ocorrido os abusos.
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