Ave extinta na natureza há 36 anos volta a voar livre e põe os primeiros ovos em mais de 3 décadas
Após décadas sob cuidado humano, nove aves foram levadas a uma ilha protegida e começaram a reconstruir comportamentos perdidos.
O sihek, também chamado de martim-pescador-de-Guam, voltou a viver livre depois de 36 anos restrito a populações sob cuidado humano. Dezoito meses após a transferência ao Atol Palmyra, as nove aves permaneciam vivas, com pares, ninhos e ovos registrados.
Como o sihek voltou à natureza depois de 36 anos?
Em 2024, nove aves jovens criadas por equipes especializadas foram levadas ao Atol Palmyra, no Pacífico. A soltura estabeleceu a primeira população livre da espécie desde 1988, quando o último sihek desapareceu das florestas de Guam.
Os animais passaram por preparação, aclimatação e acompanhamento com transmissores. O projeto reuniu o Smithsonian, autoridades ambientais de Guam, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos e organizações de conservação responsáveis pela criação, transporte e monitoramento.

Por que a ave desapareceu de Guam?
O principal fator foi a serpente-arbórea-marrom, introduzida acidentalmente em Guam no século XX. Sem defesas contra o novo predador, várias aves nativas sofreram quedas severas, enquanto o sihek ficou restrito a um programa de reprodução iniciado com indivíduos resgatados.
A página sobre o Todiramphus cinnamominus registra a extinção na natureza e o papel da serpente invasora. O manejo sob cuidados humanos preservou a espécie enquanto pesquisadores buscavam um local seguro para testar sua volta à vida livre.
A recuperação atravessou etapas decisivas:
O que aconteceu 18 meses depois da soltura?
O relatório anual do Smithsonian informa que todas as nove aves continuavam vivas e prosperando. O resultado chamou atenção porque operações de retorno à natureza podem registrar mortalidade elevada durante a adaptação.
Vários indivíduos formaram pares, escavaram cavidades para ninhos e depositaram os primeiros ovos selvagens da espécie em mais de 30 anos. O marco mostra que as aves não apenas sobreviveram, mas começaram a reproduzir comportamentos necessários para formar uma população.
Os resultados indicam avanços em diferentes níveis:
O que ainda falta para a espécie retornar a Guam?
Os ovos representam uma etapa, não a recuperação completa. Os pares ainda precisam incubar, alimentar os filhotes e produzir jovens capazes de sobreviver sem assistência, enquanto as equipes acompanham território, alimentação, saúde e possíveis efeitos sobre o ecossistema de Palmyra.
O retorno definitivo a Guam depende do controle da serpente-arbórea-marrom em escala suficiente para proteger as aves. Até lá, o atol funciona como população experimental, fonte de dados e ambiente de treinamento para aperfeiçoar futuras solturas no território de origem.
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