Ave de rapina com 2,5 metros de envergadura volta a nascer na natureza após 240 anos e já soma 6 filhotes
Após desaparecer da região no século XVIII, a ave voltou a formar casais no sul da Inglaterra e já alcançou um marco inédito em liberdade.
A águia-rabalva voltou a se reproduzir no sul da Inglaterra após cerca de 240 anos ausente da região. Desde 2019, 45 aves jovens foram reintroduzidas, e o projeto já contabiliza seis filhotes nascidos em liberdade.
Como a águia-rabalva voltou a nascer na natureza?
O retorno começou com um projeto de reintrodução na Ilha de Wight, no sul da Inglaterra. Jovens águias-rabalvas foram levadas da Escócia e liberadas em etapas a partir de 2019, com o objetivo de reconstruir uma população reprodutiva na região.
Segundo a página oficial da Forestry England, 45 aves já haviam sido soltas até 2025. O trabalho é conduzido em parceria com a Roy Dennis Wildlife Foundation e busca restabelecer uma espécie que desapareceu do sul inglês no século XVIII.

Por que a ave tinha sumido do sul da Inglaterra?
A águia-rabalva foi eliminada da região principalmente por perseguição humana. Caça, coleta de ovos e destruição de habitat contribuíram para o desaparecimento da espécie em várias partes da Grã-Bretanha, apesar de ela ser uma das maiores aves de rapina da Europa.
Com envergadura que pode chegar a 2,5 metros, a espécie impressiona pelo porte e pelo voo planado sobre áreas costeiras, rios e zonas úmidas. Hoje, o retorno ocorre com proteção legal, manejo técnico e acompanhamento contínuo para aumentar as chances de sobrevivência.
O projeto foi estruturado em etapas importantes:
O que representam os 6 filhotes já nascidos em liberdade?
O primeiro filhote nasceu em 2023, o primeiro registrado na Inglaterra em liberdade desde o século XVIII. Em 2024 vieram mais dois, e em 2025 outros casais em Sussex e Dorset ampliaram o resultado, levando o total a seis filhotes nascidos na natureza.
Esse número mostra que o projeto não está mais apenas soltando aves: ele já conseguiu formar pares capazes de se reproduzir em ambiente livre. Isso é visto como um passo decisivo para transformar a reintrodução em uma população autossustentável.
Os resultados mais importantes podem ser resumidos assim:
Por que o rastreamento por satélite é tão importante?
Todas as aves liberadas receberam transmissores por satélite, o que permite acompanhar deslocamentos, formação de territórios e riscos enfrentados no ambiente. Esse monitoramento ajuda a entender onde os animais se fixam e quais áreas oferecem melhores condições para reprodução.
A águia-rabalva ainda depende de proteção constante contra perseguição e outras ameaças. Mesmo assim, o nascimento de seis filhotes mostra que a espécie já não está apenas de passagem: ela começou a reconstruir uma presença reprodutiva real no sul da Inglaterra.
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