Ataque no Catar não muda relação dos EUA com Israel, diz Rubio
Na última terça, Trump disse não estar “nada feliz” com ofensiva israelense contra líderes do Hamas em Doha
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (foto), afirmou neste sábado, 13, que o apoio americano a Israel permanece firme, apesar das divergências sobre os ataques aéreos conduzidos pelos israelenses em Doha, no Catar.
“Isso não vai mudar a natureza da nossa relação com Israel, mas vamos ter de falar sobre isso, [falar] sobre o impacto que terá”, disse Rubio antes de embarcar para Israel, onde é esperado neste domingo.
A viagem acontece em meio a movimentos internacionais para o reconhecimento de um Estado palestino por países como Espanha e França, na Assembleia-Geral da ONU.
Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, Rubio vai reforçar em Israel o “compromisso [americano] de combater as medidas anti-israelense, incluindo o reconhecimento unilateral de um Estado palestino, que recompensa o terrorismo do Hamas”.
Na última terça-feira, Israel realizou um bombardeio contra um edifício residencial em Doha, que teria abrigado líderes do Hamas. A ofensiva matou cinco integrantes do grupo e um membro das forças de segurança locais.
Foi a primeira vez que Israel atacou alvos no Catar, país que abriga a maior base militar dos EUA no Oriente Médio e atua como mediador nas negociações para a libertação de reféns em Gaza.
Críticas da Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na última terça-feira não estar “nada feliz” com o ataque.
“Não estou nada feliz com isso. Não é uma boa situação, mas direi o seguinte: queremos os reféns de volta, mas não estamos nada felizes com a forma como as coisas aconteceram hoje”, afirmou a jornalistas em Washington.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também condenou o episódio.
“Bombardear unilateralmente o Catar, uma nação soberana e aliada próxima dos Estados Unidos […] não promove os objetivos de Israel ou dos Estados Unidos”, disse.
O governo do Catar classificou a ação como um “ataque israelense covarde” contra a sede política do Hamas em Doha.
“É uma violação flagrante de todas as leis e normas internacionais”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al-Ansari.
Como mostramos, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugeriu neste sábado que os chefes do grupo seguem vivos e devem ser alvo de novos ataques.
“Os chefes terroristas do Hamas que vivem no Catar não se importam com o povo em Gaza. […] Se livrar deles eliminará o principal obstáculo para libertar todos os nossos reféns e encerrar a guerra”, escreveu no X.
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Comentários (1)
Cético
13.09.2025 20:07Para quem quiser entender por que os EUA fazem todas as vontades de Israel , mesmo quando contra seus próprios interesses: The Israel Lobby and U.S. Foreign Policy, by John Mearsheimer