Após acordo de cessar-fogo, líder do Hamas promete repetir massacre
Principal negociador do grupo disse que o grupo continuará buscando a destruição de Israel, com a "bússola" guiada pela conquista de Jerusalém
O principal líder do Hamas e principal negociador dessa organização terrorista no Catar, Khalil al-Hayya, elogiou o massacre de 7 de outubro contra israelenses como uma grande conquista e sugeriu uma repetição.
Em 7 de outubro, terroristas do Hamas assassinaram 1.200 israelenses e sequestraram cerca de 250 outros, desencadeando a guerra em Gaza.
Khalil al-Hayya descreveu esse massacre, o mais mortal de judeus em um único dia desde o Holocausto, como uma “conquista militar” e “uma fonte de orgulho para o nosso povo que será passada de geração em geração”
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Discurso
O comentário foi feito na quarta-feira, 15 de janeiro, em um discurso televisionado no Catar, no qual o líder do Hamas também classificou de “momento histórico” o acordo de cessar-fogo negociado sob sua liderança.
O principal negociador do Hamas disse ainda que, apesar de pedir o fim da guerra, o grupo continuaria buscando a destruição de Israel e que sua “bússola” continuaria sendo a conquista de Jerusalém.
Al-Hayya acusou Israel de cometer o “pior genocídio da era moderna” na faixa de Gaza e prometeu que os crimes não seriam esquecidos nem perdoados.
Ele exaltou o papel do Hamas como “resistência” e elogiou o apoio de grupos terroristas aliados como o Hezbollah e os Houthis, em suas ações contra Israel.
Libertação de prisioneiros e novos atentados
Já na TV oficial da Autoridade Palestina, o jornalista Murad Alalah, da Tunísia, afirmou que a libertação de prisioneiros em troca de reféns israelenses, conforme consta no acordo de cessar-fogo, levará a novos atentados: “assim como existiram acordos para trocas de prisioneiros no passado, este povo poderoso e sua corajosa resistência farão esforços semelhantes no futuro”.
Para a ONG Palestinian Media Watch, que monitora a mídia palestina, isso é uma indicação de que haverá mais sequestros, e que os “esforços semelhantes” seriam um ataque como o realizado em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra atual.
Israel adia declaração oficial do acordo
Apesar de uma disputa sobre os detalhes do acordo de cessar-fogo na guerra de Gaza, o governo dos EUA assumiu que o cronograma será cumprido:
“Estou confiante, e espero realmente que a implementação comece no domingo, como dissemos”, disse o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em uma entrevista coletiva em Washington.
Israel, no entanto, adiou a declaração oficial do acordo de cessar-fogo e libertação de reféns, afirmando que detalhes ainda precisam ser finalizados e que o Hamas estava atrapalhando as negociações de última hora.
Em uma declaração emitida em inglês e hebraico, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que “o gabinete israelense não se reunirá até que os mediadores notifiquem Israel de que o Hamas aceitou todos os elementos do acordo”.
Outros relatos na mídia israelense mencionados pelo jornal The Times of Israel sugeriram que o atraso na convocação do gabinete se deu por conta de tentativas de obter o apoio de Bezalel Smotrich, Ministro das Finanças que ameaçou deixar o governo junto com o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, se a guerra terminar.
Leia mais: Governo de Israel adia votação sobre cessar-fogo em Gaza
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Comentários (1)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
16.01.2025 19:57Só mais um dead men walking.