Animal considerado extinto é reencontrado com apenas 18 indivíduos e passa a ocupar dezenas de áreas protegidas
Programa iniciado em Wyoming transformou 18 sobreviventes em novas populações, mas a espécie ainda depende de manejo intensivo.
O furão-de-patas-negras foi considerado extinto até uma população reaparecer em Wyoming, em 1981. Doenças reduziram o grupo a 18 animais conhecidos em 1986, e um programa de reprodução permitiu reintroduções em cerca de 30 áreas da América do Norte.
O que aconteceu com o furão-de-patas-negras em 1981?
O animal havia desaparecido de quase toda a distribuição histórica após o declínio dos cães-da-pradaria, sua principal presa. Em 1981, um cão de fazenda encontrou um exemplar perto de Meeteetse, em Wyoming, levando biólogos a localizar uma pequena população sobrevivente.
O furão-de-patas-negras, também chamado de doninha-de-patas-pretas, é um mustelídeo nativo das pradarias centrais da América do Norte. Ele depende das colônias de cães-da-pradaria para alimentação, abrigo e reprodução, relação que torna sua recuperação inseparável da conservação desse habitat.

Como 18 animais deram origem ao programa de recuperação?
A redescoberta não significou segurança imediata. Peste silvestre e cinomose atingiram a população, e, em 1986, apenas 18 indivíduos eram conhecidos. Os sobreviventes foram levados para reprodução controlada, mas somente sete contribuíram geneticamente para a linhagem que sustentou as reintroduções posteriores.
O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos coordena o centro nacional de conservação, a reprodução, a preparação para soltura e o acompanhamento em campo. A primeira reintrodução ocorreu em 1991, em Shirley Basin, também em Wyoming.
O programa depende de etapas conectadas para formar novas populações:
Em quantas áreas protegidas a espécie voltou a viver?
Os esforços alcançaram aproximadamente 30 locais de reintrodução em oito estados norte-americanos, além de áreas no Canadá e no México. Esses locais incluem parques, refúgios, reservas indígenas e propriedades manejadas, portanto nem todos possuem exatamente a mesma categoria jurídica de proteção.
Estimativas de programas de conservação indicam algumas centenas de animais vivendo em liberdade. O avanço é expressivo diante dos 18 sobreviventes conhecidos, mas as populações permanecem pequenas, isoladas e dependentes de controle de doenças, disponibilidade de presas e novas solturas periódicas.
Os números abaixo mostram a dimensão e os limites da recuperação:

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Por que o furão-de-patas-negras ainda corre risco?
A principal ameaça é a peste silvestre, doença transmitida por pulgas que mata furões e pode eliminar rapidamente colônias inteiras de cães-da-pradaria. A conversão das pradarias, o isolamento entre populações e a baixa diversidade genética também dificultam a formação de grupos autossustentáveis.
Vacinação, controle de pulgas, proteção das colônias de presas e pesquisa genética continuam essenciais. A recuperação mostra que 18 sobreviventes puderam evitar o desaparecimento imediato da espécie, mas ocupar dezenas de áreas não significa que ela esteja fora de perigo ou consiga persistir sem manejo contínuo.
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