“A vingança é a vontade de nossa nação”, diz novo líder do Irã
Mojtaba Khamenei afirma que país irá responder pela morte do aiatolá Ali Khamenei
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado, 11, que a vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, é uma exigência da população iraniana.
“Prometemos vingar o sangue do líder mártir e de todos os mártires desta guerra das mãos dos assassinos criminosos e desonrados”, escreveu Mojtaba.
Segundo ele, “a vingança é a vontade de nossa nação”.
Essa foi a primeira mensagem pública do novo líder desde o funeral de Ali Khamenei.
O antigo líder supremo morreu em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra, após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Seu filho assumiu a liderança do país e permaneceu fora dos eventos públicos desde então, inclusive durante as cerimônias de despedida do pai.
Em publicação, Mojtaba agradeceu a presença da população no cortejo fúnebre e afirmou que a resposta ao ataque será inevitável.
“A vingança pelo mártir do Irã é a exigência do nosso povo e, com toda a certeza, deve ser realizada. Esses criminosos, cuja lista completa — do primeiro ao último — está em nossas mãos, levarão para o túmulo o desejo de ter uma morte tranquila, em sua própria cama”, escreveu.
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Morte de Ali Khamenei
Ali Khamenei foi alvo de um bombardeio em Teerã em 28 de fevereiro.
O governo israelense já planejava há anos a morte de Ali.
O Mossad, serviço de inteligência israelense, invadiu anos atrás as câmeras de trânsito nas ruas de Teerã para rastrear os passos dos guarda-costas do líder supremo iraniano e de funcionários do alto escalão.
Esses equipamentos faziam parte do sistema de vigilância do regime, usado para identificar e perseguir opositores.
Segundo o jornal Financial Times, o acesso livre às imagens permitiu que Israel mapeasse a capital do Irã e identificasse padrões de movimentação da elite do poder.
Quando Khamenei foi executado, os Estados Unidos interromperam o serviço de telefonia celular da Rua Pasteur, em Teerã.
Com isso, os guardas tiveram dificuldades para se comunicar.
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