Três filhos de Khamenei vão a funeral em Teerã
Mojtaba Khamenei, apontado como sucessor do líder supremo do Irã, não aparece em público desde os ataques de fevereiro
Três filhos do falecido líder supremo do Irã Ali Khamenei compareceram neste domingo, 5, ao funeral do pai e rezaram ao lado do caixão durante cerimônia realizada no Grande Mosalla Imam Khomeini, em Teerã. Mojtaba Khamenei, apontado como sucessor, não foi visto e segue sem aparições públicas. Ele ficou gravemente ferido após os ataques dos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
A TV estatal iraniana mostrou Mostafa, Meysam e Masoud Khamenei no pátio do complexo religioso, onde também estavam expostos os caixões de outros quatro familiares mortos no mesmo ataque.
O funeral reuniu autoridades do alto escalão do regime iraniano, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf.
Mojtaba Khamenei não aparece em público desde que foi indicado como novo líder supremo e teria ficado ferido nos ataques, segundo fontes citadas pela Reuters, com lesões nas pernas e no rosto.
Milhões de iranianos participaram das homenagens em Teerã ao longo do fim de semana.
A rede de metrô da capital registrou cerca de 7 milhões de viagens entre a noite de sábado e a manhã de domingo, com forte deslocamento em direção ao centro da cidade.
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Morte de Khamenei
Ali Khamenei foi alvo de um bombardeio em Teerã em 28 de fevereiro.
O governo israelense já planejava há anos a morte de Ali.
O Mossad, serviço de inteligência israelense, invadiu anos atrás as câmeras de trânsito nas ruas de Teerã para rastrear os passos dos guarda-costas do líder supremo iraniano e de funcionários do alto escalão.
Esses equipamentos faziam parte do sistema de vigilância do regime, usado para identificar e perseguir opositores.
Segundo o jornal Financial Times, o acesso livre às imagens permitiu que Israel mapeasse a capital do Irã e identificasse padrões de movimentação da elite do poder.
Quando Khamenei foi executado, os Estados Unidos interromperam o serviço de telefonia celular da Rua Pasteur, em Teerã.
Com isso, os guardas tiveram dificuldades para se comunicar.
“Conhecíamos Teerã como conhecemos Jerusalém. E quando você conhece [um lugar] tão bem quanto conhece a rua onde cresceu, você percebe uma única coisa que está fora do lugar.”, disse um oficial da inteligência israelense ao jornal americano.
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