104 parlamentares de esquerda assinam moção de impeachment de Emmanuel Macron
Elogiando o "sucesso" da mobilização "Bloqueiem tudo" de 10 de setembro, Mathilde Panot, deputada do partido de extrema esquerda, LFI (La France Insoumise) divulgou o documento
Muito ativa no X e elogiando com entusiasmo o “sucesso” da mobilização “Bloqueiem tudo” de 10 de setembro, Mathilde Panot, deputada do partido de extrema esquerda LFI (La France Insoumise) anunciou que “104 parlamentares rebeldes, ultramarinos, ecologistas e comunistas” assinaram uma moção de impeachment do Presidente da República.
Ela compartilhou em suas redes sociais o documento de quatro páginas, com a insígnia La France Insoumise, que detalha os motivos pelos quais os signatários querem remover Emmanuel Macron do cargo.
“É ruptura ou censura”
Por sua vez, a líder de direita, Marine Le Pen quer que o novo primeiro ministro, Sébastien Lecornu, recém nomeado por Emmanuel Macron, “rompa com o macronismo”.
Convidada do programa “20h” da TF1 nesta quinta-feira, 11 de setembro, a líder dos deputados do Rassemblement National (RN) usou uma metáfora marítima para ilustrar suas criticas políticas:
“Quando você amarra várias balsas, só se forma uma grande balsa. E uma balsa grande não navega em uma tempestade. No entanto, estamos em meio a uma crise, e eles são incapazes de dar respostas“, acrescentou, pedindo mais uma vez um “retorno ao povo“.
“É ruptura ou censura”, disparou a “candidata natural” do RN às eleições presidenciais, em advertência ao primeiro-ministro. E acrescentou: “Não podemos governar indefinidamente sem o povo ou contra ele”.
Aos seus olhos, “não é tanto a instabilidade que preocupa os franceses, mas a estabilidade de políticas que eles não querem mais e que lhes são impostas”.
Protestos
Enquanto isso o país ferve em manifestações, com protestos muitas vezes violentos, nos quais há barricadas, depredações, ocupações e incêndios.
Com o movimento “Vamos bloquear tudo”, a esquerda radical impôs sua linha violenta aos sindicatos.
Um dos slogans mais polêmicos que ecoou durante as manifestações foi: “Louis XVI foi decapitado. Macron pode ser o próximo”.
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