Ganhou mais de 39% em novos moradores: a cidade do interior catarinense que virou ímã de trabalhadores
Novos moradores mudaram a escala da cidade em poucos anos
Enquanto muitas cidades do interior perdem moradores para as capitais, algumas fazem o caminho contrário e atraem famílias inteiras em busca de emprego. Em Chapecó, Santa Catarina, a força da indústria de alimentos e a chegada de novos serviços transformaram a maior cidade do oeste catarinense em um dos destinos mais procurados da região.
Quanto Chapecó cresceu nos últimos anos?
A cidade saiu de cerca de 183 mil habitantes no Censo 2010 para 254.785 no Censo 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em pouco mais de uma década, Chapecó ganhou o equivalente à população de uma cidade média inteira.
O aumento de quase 39% mostra a capacidade da economia local de abrir vagas e manter as famílias na região. Boa parte dos novos moradores chegou atraída pelo trabalho na indústria, no comércio e nos serviços que cresceram junto com a cidade.

Mais gente em uma área compacta
O crescimento também mudou a paisagem urbana. Com território relativamente pequeno, Chapecó concentrou novos bairros, prédios e avenidas, e se consolidou como o principal centro de compras, saúde e estudo para dezenas de municípios vizinhos do oeste catarinense.
Alguns números ajudam a medir essa transformação:
Por que Chapecó é chamada de capital da agroindústria?
Porque a cidade está no centro de uma das maiores cadeias de produção de carne de aves e de suínos do país. No oeste catarinense, milhares de pequenos produtores criam os animais em parceria com grandes indústrias, no chamado sistema de integração, como explica estudo publicado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Nesse modelo, a indústria fornece orientação técnica e compra a produção, enquanto as famílias do campo cuidam da criação. A combinação ajudou o oeste de Santa Catarina e o Brasil a se tornarem grandes exportadores de carne de frango e de porco. Chapecó também é sede da Aurora Coop, cooperativa de alimentos cujas marcas são conhecidas em todo o país.

Serviços somam mais da metade da riqueza local
Apesar da fama industrial, o setor de serviços responde por 57,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de Chapecó. Em 2020, a cidade subiu 11 posições no ranking nacional e chegou ao 98º lugar entre as maiores economias do país, com dados do IBGE destacados pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC).
Isso acontece porque a agroindústria movimenta uma rede inteira de negócios ao redor: transporte, comércio, hospitais, escolas, construção e tecnologia. Cada nova fábrica ou ampliação gera demanda para centenas de outras empresas, e essa é a engrenagem que mantém a cidade em crescimento.
Quem quer descobrir o interior de Santa Catarina, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal 100 Destino – César e Daia, que conta com mais de 29 mil visualizações, onde César e Daia mostram os principais pontos e oportunidades de Chapecó:
Uma universidade federal com sede na cidade
A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) foi criada pela Lei 12.029/2009 com sede em Chapecó e campi no norte do Rio Grande do Sul, em Cerro Largo e Erechim, e no sudoeste do Paraná, em Laranjeiras do Sul e Realeza. A instituição oferece ensino superior público e gratuito para uma região inteira que antes dependia de longas viagens para estudar.
A presença da universidade reforça o papel da cidade como centro regional. Estudantes de municípios vizinhos passam a frequentar a cidade, o que aproxima a formação profissional das empresas que mais contratam na região.
Como é o clima de Chapecó ao longo do ano?
Chapecó tem verões quentes, invernos frios e chuva bem distribuída em todos os meses. Pela climatologia de 30 anos do Climatempo, as máximas chegam a 28°C no verão, enquanto as mínimas de julho ficam perto de 10°C. Outubro é o mês mais chuvoso, com cerca de 239 mm. Diferente de boa parte do Brasil, a cidade não tem uma estação seca marcada: todos os meses passam de 100 mm de chuva.
Chapecó em cada estação
As médias de cada período mostram como o tempo muda no oeste catarinense:
Faixas baseadas nas médias climatológicas de 30 anos do Climatempo. As condições podem variar entre os anos por fenômenos como El Niño e La Niña. Para a previsão atual, consulte o site do Climatempo.
Uma cidade que cresce no ritmo do trabalho
Chapecó mostra como uma cadeia produtiva forte pode transformar uma cidade do interior em centro de uma região inteira. A indústria de alimentos abriu as portas, e os serviços, a universidade e os novos bairros vieram em seguida.
Você precisa conhecer Chapecó e ver de perto a cidade que cresce no ritmo do trabalho no oeste de Santa Catarina.
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