Eleita 11 vezes consecutivas a melhor ilha do mundo: o paraíso que abriga uma floresta de 20 milhões de anos
Mais perto da costa africana do que do continente europeu, a Ilha da Madeira recebe quem desce dos voos sob um cenário vulcânico recortado por falésias e levadas. O território português faz parte de um arquipélago no Atlântico e tem no Funchal, sua capital, o ponto de partida para descobrir um destino premiado pelo mundo...
Mais perto da costa africana do que do continente europeu, a Ilha da Madeira recebe quem desce dos voos sob um cenário vulcânico recortado por falésias e levadas. O território português faz parte de um arquipélago no Atlântico e tem no Funchal, sua capital, o ponto de partida para descobrir um destino premiado pelo mundo inteiro.
Por que a Madeira é eleita a melhor ilha do mundo há mais de uma década?
O arquipélago foi consagrado pela 11ª vez consecutiva como Melhor Destino Insular do Mundo no World Travel Awards em 2025, premiação conhecida como o Oscar do Turismo. A ilha venceu concorrentes como Bali, Maldivas, Barbados e Havaí, repetindo um feito iniciado em 2015.
Os reconhecimentos vão além do título principal. Segundo a página de premiações oficial do turismo madeirense, o destino também levou em 2025 o prêmio de Melhor Destino Insular da Europa e Melhor Destino de Cruzeiros do continente pela quarta vez seguida. A combinação de natureza, segurança e infraestrutura turística costuma justificar o resultado.

Uma floresta de 20 milhões de anos preservada no coração do Atlântico
A maior curiosidade da Madeira fica escondida nas montanhas do norte. A Floresta Laurissilva, declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO em 1999, é considerada a maior área remanescente de floresta de loureiro do planeta e estima-se que cerca de 90% dela seja primária, ou seja, nunca foi alterada por ação humana significativa.
Esse ecossistema é tão antigo que cobria boa parte do sul da Europa entre 15 e 40 milhões de anos atrás. Hoje, ele ocupa cerca de 15.000 hectares ou 20% do território da ilha e abriga ao menos 76 espécies de plantas vasculares endêmicas, além do simbólico pombo trocaz, que só existe ali. Caminhar entre suas levadas é atravessar uma cápsula do tempo viva.

Onde fica e como a Madeira se compara ao continente?
O arquipélago fica a aproximadamente 1.000 km de Lisboa e a cerca de 700 km da costa marroquina, mais perto da África do que da Europa continental. A ilha principal tem 741 km² e é um território autônomo de Portugal, formado também pelas ilhas de Porto Santo, Desertas e Selvagens.
De origem vulcânica, o relevo é dominado pela cordilheira central, com picos que ultrapassam 1.800 metros. O Pico Ruivo alcança 1.862 metros e é o ponto mais alto da ilha, seguido pelo Pico do Areeiro com 1.818 metros. Outro recorde europeu fica na costa sul: o Cabo Girão, com 580 metros, é o promontório mais alto da Europa segundo o portal oficial da Direção Regional de Turismo da Madeira.
O que fazer na Madeira além das paisagens vulcânicas?
O roteiro madeirense mistura natureza preservada, miradouros vertiginosos e tradições centenárias. As atrações abaixo concentram o melhor de cada região da ilha:
- Cabo Girão Skywalk: plataforma de vidro suspensa a 580 metros sobre o Atlântico, em Câmara de Lobos.
- Pico do Areeiro: mirante a 1.818 metros, ponto de partida para a trilha clássica até o Pico Ruivo.
- Levada das 25 Fontes: caminho histórico de água em meio à Floresta Laurissilva.
- Curral das Freiras: vilarejo encravado num vale vulcânico que serviu de refúgio às freiras no século 16.
- Teleférico do Funchal: 20 minutos de subida do centro histórico até o Monte, com vista do oceano.
- Porto Santo: ilha vizinha com 9 km de praia de areia dourada e propriedades terapêuticas reconhecidas.
A gastronomia madeirense também vale uma viagem à parte e pode ser explorada nas adegas, nos mercados e nos restaurantes tradicionais:
- Vinho Madeira: produzido em encostas vulcânicas desde o século 15, é uma das bebidas fortificadas mais famosas do mundo.
- Espetada madeirense: carne de boi temperada e grelhada no espeto de pau de louro, especialidade de Câmara de Lobos.
- Bolo do caco: pão tradicional cozido em pedra de basalto, servido com manteiga de alho.
- Lapas grelhadas: moluscos do Atlântico com limão e manteiga, prato típico das tascas costeiras.
- Poncha: bebida regional feita com aguardente de cana, mel e limão.
Quem planeja uma viagem para a Ilha da Madeira, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Destinos Imperdíveis, que conta com mais de 116 mil visualizações, onde os apresentadores mostram o que fazer em Funchal e outras regiões de Portugal:
Qual é a melhor época para visitar a Pérola do Atlântico?
Não existe uma estação ruim na Madeira. O clima subtropical mantém temperaturas amenas o ano inteiro, e cada época abre portas para um tipo diferente de passeio:
Temperaturas aproximadas com base no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Condições podem variar.
Quem viaja em maio encontra um dos eventos mais aguardados do calendário madeirense. A Festa da Flor acontece de 30 de abril a 24 de maio de 2026 e enche as ruas do Funchal de tapetes florais, cortejos alegóricos e o tradicional Muro da Esperança, ritual repetido por crianças desde 1979.
Como chegar à ilha portuguesa no meio do Atlântico?
A porta de entrada é o Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, batizado em homenagem ao jogador nascido no Funchal. O voo direto desde Lisboa leva cerca de 1h30 e é operado por companhias como TAP, Easyjet e Ryanair. Há também conexões diretas a partir de várias capitais europeias.
Para chegar de outras partes do mundo, o caminho mais comum é fazer escala em Lisboa ou no Porto. Quem quiser conhecer Porto Santo pode pegar um ferry que faz a travessia entre as duas ilhas em cerca de 2h15.
Vale a pena conhecer a melhor ilha do mundo
A Madeira reúne em 741 km² de terra vulcânica uma combinação rara: floresta de 20 milhões de anos, falésias recordistas, vinhos icônicos e uma agenda de festas que atravessa séculos. Não por acaso, viajantes do mundo inteiro a elegem como melhor ilha do planeta há mais de uma década.
Você precisa cruzar o Atlântico e conhecer a Madeira para entender por que tantas premiações se acumulam num pedaço de terra tão pequeno.
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