Caribe Brasileiro tem mar azul-turquesa, águas transparentes e areia extremamente branca: fundada em 1615 e com 3 praias premiadas internacionalmente em 2025 e 2026
O Caribe Brasileiro fundado em 1615 e com 3 praias premiadas internacionalmente em 2025 e 2026
A 150 km do Rio de Janeiro, Cabo Frio guarda a alma de uma das cidades mais antigas do Brasil. Fundada em 1615, a vila colonial tem 3 praias certificadas pelo selo internacional Bandeira Azul nas temporadas de 2025 e 2026 e uma areia tão branca e fina que permanece fresca mesmo no pico do verão. O cheiro de sal e o vento quente dos coqueiros recebem quem chega pela Ponte Feliciano Sodré.
Por que a areia de Cabo Frio não esquenta no sol?
A areia não esquenta porque é formada quase inteiramente por quartzo puro, com baixíssimo teor de mica. Essa composição rara reflete os raios solares em vez de absorvê-los, o que mantém a faixa de areia agradável para caminhar mesmo ao meio-dia.
O resultado é visível a olho nu: grãos brancos e finos que brilham ao sol, bem diferentes da areia dourada de outras praias do litoral sudeste. A característica transformou a cidade em um dos cartões-postais do Estado do Rio de Janeiro e deu origem ao apelido de Região dos Lagos para o trecho de litoral que vai de Araruama a Búzios.

Uma das cidades mais antigas do país nascida em 1615
Cabo Frio foi fundada em 13 de novembro de 1615 com o nome de Santa Helena, após os portugueses expulsarem os franceses que contrabandeavam pau-brasil na região. De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o primeiro núcleo de ocupação começou em 1616 no atual bairro da Passagem, ao lado do Canal de Itajuru.
Logo depois, em 1617, começou a construção do Forte São Mateus, monumento militar erguido sobre uma ilhota rochosa para defender a costa de invasões estrangeiras. A fortificação foi tombada pelo IPHAN em 5 de outubro de 1956 e, até hoje, é um dos pontos mais fotografados da cidade. O tombamento oficial do conjunto paisagístico considera o forte como exemplo da arquitetura militar do período colonial.

Reconhecimento internacional que colocou 3 praias no mapa mundial
Na temporada de 2025 e 2026, Cabo Frio passou a ter três praias com o selo internacional Bandeira Azul, certificação concedida pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE), ONG com sede na Dinamarca. A Prefeitura de Cabo Frio confirmou que a Praia do Peró renovou o selo pelo 8º ano consecutivo, sendo a única praia do interior do Rio de Janeiro a manter o reconhecimento por tanto tempo.
As praias do Foguete e do Pontal do Peró receberam a certificação pela primeira vez, como informou a Prefeitura no hasteamento realizado em dezembro de 2025. O programa exige o cumprimento de 34 critérios, que incluem qualidade da água, acessibilidade, presença de salva-vidas, segurança e educação ambiental. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade tem população estimada de 238 mil habitantes em 2025, distribuídos em uma área de 413,45 km².
O que fazer e o que comer na cidade mais antiga do litoral fluminense?
O roteiro reúne praias de areia branca, trilhas até fortes centenários e uma cozinha baseada em peixe fresco e frutos do mar. A seguir, os pontos mais procurados e os sabores que marcam a visita, segundo o Portal Oficial de Turismo de Cabo Frio.
Principais pontos turísticos da cidade:
- Praia do Forte: cartão-postal mais famoso do município, com areia branca, mar azul-turquesa e calçadão movimentado.
- Praia do Peró: a primeira certificada com a Bandeira Azul, tem cerca de 7 km de extensão e dunas ao fundo.
- Praia das Conchas: em formato de ferradura, cercada por morros, oferece mar calmo e vista para as ilhas de Cabo Frio.
- Praia do Foguete: estreia na Bandeira Azul em 2025, é a preferida de quem procura tranquilidade e boas ondas para surfe.
- Forte São Mateus: construção portuguesa do século 17, tombada pelo IPHAN, abre para visitação e rende fotos únicas ao pôr do sol.
- Ilha do Japonês: pequena ilha acessível por barco-táxi, ideal para crianças pela profundidade baixa e águas transparentes.
- Mirante da Boca da Barra: ao lado do Forte São Mateus, oferece vista panorâmica do encontro do Canal de Itajuru com o mar.
Sabores típicos da cozinha cabofriense:
- Camarão na moranga: prato clássico do litoral fluminense, servido dentro da abóbora com creme e requeijão.
- Peixe à belle meunière: filé de peixe fresco coberto com molho de manteiga, alcaparras e camarão, tradição dos restaurantes da Praia do Forte.
- Moqueca de frutos do mar: preparada com peixe, camarão e lula em panela de barro, uma das mais pedidas nos quiosques.
- Sardinha assada: pescada fresca na região e servida com limão, farofa e salada, opção mais simples e apreciada pelos locais.
Quem sonha em conhecer Cabo Frio, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Gastronomades, que conta com mais de 2 mil visualizações, onde os apresentadores mostram um roteiro de 2 dias pelo Rio de Janeiro:
Qual a melhor época para visitar e curtir cada estação?
A melhor época costuma ser entre novembro e março, quando o sol aparece com mais força e o mar fica próximo dos 25°C. Cada estação, porém, tem suas vantagens, como mostra a tabela a seguir.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar ao coração da Região dos Lagos?
O acesso mais comum é de carro, saindo do Rio de Janeiro pela Ponte Rio-Niterói e seguindo pela Rodovia Via Lagos (RJ-124), via duplicada e bem sinalizada. O trajeto tem cerca de 150 km e leva de duas a três horas, dependendo do tráfego.
Quem prefere avião pode chegar ao Aeroporto Internacional de Cabo Frio, que recebe voos sazonais de capitais como São Paulo e Belo Horizonte. Ônibus intermunicipais saem diariamente da Rodoviária Novo Rio com destino à cidade, alternativa prática para quem viaja sem carro.
Uma joia histórica no litoral fluminense
Cabo Frio reúne em um só lugar praias premiadas, arquitetura colonial e uma areia que nenhum outro trecho do litoral brasileiro tem igual. A mistura de história, sol e mar faz da cidade um dos destinos mais completos do estado do Rio de Janeiro.
Você precisa atravessar a Via Lagos pelo menos uma vez e descobrir a cidade que guarda quatro séculos de história em cada esquina da Passagem.
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