Capital nordestina reúne praia urbana com calçadão e feirinha, duna de cartão-postal e uma avenida à beira-mar que corre entre floresta e oceano
Dunas e praias formam alguns dos cenários mais conhecidos da capital
Em poucas capitais a praia mais movimentada fica a minutos do centro e ainda encosta em uma duna famosa. Em Natal, no Rio Grande do Norte, a orla emenda calçadão, feirinha de artesanato, restaurantes e resorts em uma faixa contínua que vai do casario antigo à divisa sul da cidade.
O que faz de Ponta Negra a praia urbana mais procurada da cidade?
A soma de estrutura e paisagem em um espaço curto. A Praia de Ponta Negra tem calçadão, quiosques e restaurantes de frente para o mar, e fecha a vista ao sul com o Morro do Careca, a duna que virou símbolo da capital. O acesso à duna está proibido para conter o desgaste da areia, mas ela aparece em praticamente qualquer foto da praia.
A poucos metros dali funciona a Feira de Artesanato de Ponta Negra, com 32 quiosques e praça de alimentação, segundo o portal oficial de turismo da cidade. É o trecho onde a capital concentra hospedagem, vida noturna e comércio de rua no mesmo quarteirão.

A avenida da orla que corre entre a mata e o mar
A Via Costeira, oficialmente Avenida Senador Dinarte Mariz, tem cerca de 10 km e liga a zona leste à zona sul com o oceano de um lado e uma reserva de mata sobre dunas do outro. A vista é incomum para quem dirige por ali: copa de árvore e areia à direita, arrebentação à esquerda, sem prédio nenhum quebrando a linha.
Essa faixa verde é o Parque das Dunas, criado em 1977 e com 1.172 hectares, o equivalente a cerca de 7% do território municipal, de acordo com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). A visitação entra pelo Bosque dos Namorados, com trilhas, centro de visitantes e pista de caminhada.

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Quais praias completam a orla da capital?
Todas dentro do próprio município, ligadas por uma sequência quase ininterrupta de areia. Estas são as paradas listadas pela prefeitura:
- Praia dos Artistas: no centro, concentra bares e o encontro de forró com turistas às quintas-feiras.
- Praia do Meio: vizinha ao forte, é a mais próxima do casario antigo e da foz do rio.
- Areia Preta: marca o começo da Via Costeira, aos pés do Farol de Mãe Luíza, que tem 37 metros e escadaria em espiral.
- Redinha: do outro lado da Ponte Newton Navarro, famosa pela ginga com tapioca vendida no mercado da praia.
- Praia do Forte: faixa curta ao lado da fortificação que deu origem à cidade, com vista para a ponte.
Quem sonha em viajar para o Rio Grande do Norte, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Trip Partiu, que conta com mais de 400 mil visualizações, onde a apresentadora mostra as atrações de Natal:
O forte em forma de estrela que marca o começo de tudo
A cidade nasceu de uma obra militar. A construção do Forte dos Reis Magos começou em 6 de janeiro de 1598, dia de Reis no calendário católico, na foz do rio Potengi, e é daí que vem o nome do monumento. Conforme a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), o desenho atual em estrela de cinco pontas surgiu em 1614, em projeto do arquiteto militar Francisco Frias de Mesquita.
Erguido sobre os recifes, o conjunto é alcançado por uma passarela sobre a água, o que dá ao visitante a sensação de caminhar até uma ilha. Hoje abriga um museu com canhões e peças do período colonial, e do parapeito se vê a ponte que corta o Potengi.
Como é o clima de Natal ao longo do ano?
O calor é parecido em qualquer mês, e o que muda de verdade é a chuva. O outono e o começo do inverno concentram os maiores volumes, enquanto a segunda metade do ano seca quase por completo.
As médias podem variar bastante de um ano para outro por causa de fenômenos como El Niño e La Niña. Vale conferir a previsão atualizada no Climatempo.
A capital onde a praia começa na esquina
Natal cresceu em um dos menores territórios entre as capitais brasileiras e conseguiu manter praia, duna e mata dentro do mesmo mapa. Quem chega encontra tudo a curta distância, do calçadão movimentado de Ponta Negra ao silêncio da Via Costeira no fim da tarde.
Você precisa caminhar a orla inteira ao entardecer e terminar com uma ginga com tapioca na Redinha para entender o ritmo da capital potiguar.
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