A cidade onde o mar mantém temperatura agradável durante todo o ano e as piscinas naturais permitem banhos relaxantes diariamente
A capital pernambucana com 8 km de orla e piscinas naturais formadas pelos arrecifes que batizaram a cidade
No litoral nordestino, Recife reúne mar morno o ano inteiro, arrecifes que protegem a costa e um centro histórico cortado por seis rios e mais de sessenta canais. A capital pernambucana é apelidada de Veneza Brasileira e oferece banhos diários nas piscinas naturais formadas em frente à orla.
O Recife que nasceu entre rios canais e arrecifes
A geografia explica o nome da cidade. Recife nasceu como Ribeira de Mar dos Arrecifes dos Navios, um porto natural protegido por uma extensa barreira de pedras submersas que servia para escoar pau-brasil e açúcar coloniais que chegavam à vizinha Olinda. Foi essa formação geológica que garantiu o nome da cidade e até hoje desenha o traço da costa.
Conforme a Prefeitura do Recife, a praia de Boa Viagem tem 8 km de orla com mar tranquilo repleto de piscinas naturais de águas mornas formadas pelos arrecifes, integrantes da seleta lista dos sítios geológicos brasileiros. As águas e areias são monitoradas pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) e a calçada em concreto intertravado facilita o deslocamento de cadeirantes.

A cidade compõe um dos principais pólos turísticos do Nordeste. Segundo o Recife Convention & Visitors Bureau, o litoral de Pernambuco tem cerca de 187 km de extensão entre praias, falésias, zonas urbanas e trechos quase intocados, principal atrativo turístico do estado. A capital concentra a maior estrutura de hotéis, restaurantes e voos, ponto de partida natural para conhecer todo o litoral pernambucano.

O que fazer em Recife entre praia centro histórico e bate-voltas
O roteiro combina sol, cultura e gastronomia. Entre as principais atrações da capital, destacam-se:
- Praia de Boa Viagem: orla urbana de 8 km com piscinas naturais formadas na maré baixa em frente aos arrecifes. Atenção para os avisos de banho seguros, sempre nos limites das piscinas.
- Marco Zero e Recife Antigo: praça com a Rosa dos Ventos de Cícero Dias e ponto de partida para conhecer a Rua do Bom Jesus, a Sinagoga Kahal Zur Israel e o Paço do Frevo.
- Centro de Artesanato de Pernambuco: reúne mais de 25 mil peças de mais de mil artesãos pernambucanos em antigos armazéns portuários ao lado do Marco Zero.
- Instituto Ricardo Brennand e Oficina Francisco Brennand: dois centros culturais no bairro da Várzea, com castelo medieval, acervo de armaduras e a obra do ceramista Francisco Brennand.
- Olinda: cidade vizinha tombada pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, com igrejas barrocas, ladeiras e o Alto da Sé.
- Bate-volta a Porto de Galinhas: a 60 km da capital, no município vizinho de Ipojuca, oferece piscinas naturais ainda mais famosas formadas em recifes de coral.
Já a culinária reúne o melhor da cozinha pernambucana, com sabores que combinam mar, sertão e canavial. Vale provar:
- Caranguejo na Bomba do Hemetério: tradição que reúne moradores e visitantes em barracas que servem o crustáceo cozido com cerveja gelada e pirão.
- Bolo de rolo: doce típico de Pernambuco, feito de massa fina enrolada com goiabada cremosa, símbolo das mesas de café locais.
- Cartola: sobremesa quente de banana com queijo coalho, açúcar e canela, especialidade do tradicional Restaurante Leite.
- Tapioca da Feirinha de Boa Viagem: feira que ocorre diariamente na orla com mais de 60 anos de tradição e dezenas de barracas de tapioca, pastel e caldo de cana.
- Frutos do mar: lagosta, camarão e moqueca pernambucana com leite de coco aparecem em restaurantes históricos do Recife Antigo e nos quiosques da orla.
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O frevo e a cultura que viraram patrimônio da humanidade
A cidade respira ritmo. O frevo, criado nas ruas do Recife no fim do século XIX, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2012. O bailado intenso ao som de metais ferve no Carnaval, considerado um dos maiores do Brasil, com o tradicional cortejo do Galo da Madrugada na Ponte Duarte Coelho.
O Paço do Frevo, no Recife Antigo, conta a história do ritmo em salas com letras, composições, trajes dos passistas e oficinas práticas. A cidade ainda preserva a ciranda, o maracatu de baque virado e o coco, manifestações que aparecem em rodas espontâneas no Recife Antigo aos domingos.
Qual a melhor época para visitar Recife?
O segundo semestre é a melhor época para curtir as praias da capital. Recife tem clima tropical com temperaturas elevadas o ano inteiro, mas as chuvas se concentram entre março e agosto, com pico em junho.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar com a maré e o vento.
Sinta o ritmo da Veneza Brasileira
O litoral pernambucano guarda uma combinação rara, com piscinas naturais a poucos metros da orla urbana, centro histórico tombado, frevo nas ruas e gastronomia que mistura mar, sertão e canavial. Poucas capitais brasileiras oferecem essa diversidade em um raio tão pequeno.
Você precisa cruzar as pontes do Recife, mergulhar nas piscinas dos arrecifes e dançar frevo em pleno domingo na Rua do Bom Jesus.
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