Pesquisa indica quem os brasileiros querem ver indicado ao STF
Apenas 5% querem que o presidente indique "uma mulher, independentemente do perfil"
Pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, 6, aponta que 39,4% dos brasileiros querem que o presidente Lula (PT) indique “um nome técnico, sem ligação direta com o governo” para o Supremo Tribunal Federal (STF).
O petista havia escolhido o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga, mas o plenário do Senado Federal rejeitou a indicação.
Ao menos 37% dos entrevistados querem “outro nome do governo, mantendo o perfil político”, enquanto 13,2% defendem a escolha de “um nome de consenso negociado com o Senado”.
Apenas 5% afirmam que o presidente deve indicar “uma mulher, independentemente do perfil”.
Outros 5,4% não sabem.
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Governo bate cabeça
No Planalto, auxiliares do presidente Lula dizem que a decisão sobre o próximo passo ainda não foi tomada.
O chefe do Executivo tem sinalizado que não irá abrir mão de fazer uma nova indicação.
Mesmo assim, há quem defenda deixar a cadeira no Supremo vazia para evitar nova derrota em ano eleitoral; outra corrente propõe indicar uma mulher negra, apostando que uma eventual recusa do Senado geraria custo político para a oposição.
Simone Tebet no STF?
Outra alternativa ventilada é a indicação da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB).
Como ex-senadora, Tebet conta com a simpatia tanto do Senado quanto de ministros do STF, como Gilmar Mendes e Flávio Dino.
Pré-candidata ao Senado por São Paulo, ela tem evitado comentar uma possível indicação ao Supremo.
“Eu tô vendo só pela mídia ainda. Muitos pequenas essas observações. Não há nenhuma sinalização nesse sentido. Talvez algumas pessoas tenham a lembrança do meu nome – e corretamente – há um anseio da população, há um anseio da classe política, há um anseio de nós, mulheres, de que o presidente Lula possa, dessa vez, indicar uma mulher. Eu sou da área jurídica, enfim, não vou colocar o meu currículo aqui porque eu não estou colocando à disposição o meu nome para esse cargo. Mas assim, que seja uma mulher, né?”, disse a ex-ministra ao SBT News.
“E se tivermos uma mulher negra seria histórico, que coisa maravilhosa. Eu recebo essa lembrança com carinho. Eu não quero ser coringa, não quero ser aquela que cabe em qualquer lugar”, acrescentou.
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