A cidade nordestina que cresceu 145% em turistas estrangeiros e tem mar morno o ano inteiro
Crescimento de 145% em turistas estrangeiros e mar morno o ano inteiro
No litoral norte de Alagoas, a cerca de 130 km de Maceió e 140 km de Recife, Maragogi tem 22 km de praias com águas mornas e transparentes. O destino entrou para o radar internacional em 2025, virou queridinho dos argentinos e ajudou Alagoas a registrar alta de 145% no fluxo de estrangeiros no início de 2026. Tudo em uma cidade de pouco mais de 32 mil habitantes.
O Caribe brasileiro nasceu de um povoado de pescadores
O nome vem do tupi antigo maragûaóîy, que significa rio dos gatos-do-mato. A vila começou como um povoado pesqueiro chamado Gamela, foi rebatizada de Isabel em homenagem à princesa e só recebeu o nome atual em 1892, quando se emancipou de Porto Calvo. Antes do turismo, o lugar foi cenário de batalhas, com tentativas de desembarque holandês rechaçadas por moradores e episódios da Guerra dos Cabanos a partir de 1832.
O apelido de Caribe brasileiro veio bem depois, quando o turismo descobriu as galés. Hoje, o município é o único de Alagoas classificado na categoria A do Mapa do Turismo Brasileiro e mantém um portal oficial dedicado ao visitante, com informações sobre acesso, hospedagem e passeios autorizados.

Reconhecimento federal e visibilidade internacional
Maragogi está dentro da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, a maior unidade de conservação federal marinho-costeira do Brasil. A unidade foi criada em outubro de 1997 e, em 2025, foi ampliada pelo governo federal em 89 mil hectares, alcançando cerca de 495 mil hectares de costa entre Pernambuco e Alagoas. As piscinas naturais e os recifes que cercam o município são monitorados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que controla a quantidade diária de embarcações e visitantes.
O destino também ganhou força no mercado internacional. Segundo a Prefeitura de Maragogi, a cidade aparece entre os destinos brasileiros mais ofertados por agências da Argentina, segundo levantamento da Embratur. No primeiro bimestre de 2026, Alagoas registrou 11.985 chegadas internacionais no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, alta de 145,14% em relação ao mesmo período de 2025, conforme matéria da Folha de Alagoas com base em dados oficiais. Os principais emissores são Argentina, Portugal, Itália, Alemanha e França.

O que fazer em Maragogi além das piscinas naturais?
O cartão-postal são as galés, formações de recifes que emergem na maré baixa a cerca de 6 km da costa. Os passeios saem em catamarã ou lancha e dependem da tábua de marés, em horários autorizados pelo ICMBio. Para além das piscinas, vale dedicar tempo às praias da península e a experiências sobre o mar. Entre as principais atrações, destacam-se:
- Galés de Maragogi: piscinas naturais formadas por recifes de coral, com peixes coloridos e visibilidade de aquário. Acesso só na maré baixa, com saída autorizada.
- Praia de Antunes: areia branca e mar calmo, com bancos de areia que formam piscinas em alto-mar e atendimento de barracas e restaurantes.
- Praia de Barra Grande: ponto de partida dos catamarãs e local do Caminho de Moisés, banco de areia que aparece quando a maré recua.
- Croa de São Bento: ilha de recifes a cerca de 1,5 km da praia, dividida com o município de Japaratinga, com águas rasas e ideais para crianças.
- Praia de Peroba: orla mais tranquila e arborizada, indicada para quem busca cenários de menor movimento dentro do município.
- Passeio de buggy ou bike aquática: roteiros pelo litoral norte, passando por Burgalhau, Xaréu e Ponta de Mangue.
A gastronomia acompanha a paisagem. Como o município vive da pesca artesanal, os restaurantes à beira-mar entregam o pescado direto na mesa. Entre os pratos mais procurados pelo visitante, destacam-se:
- Caldeirada de frutos do mar: prato com camarão, lula, peixe e marisco em caldo grosso, herança da culinária litorânea nordestina.
- Peixe na telha: filé fresco assado em telha de barro com molho de tomate, palmito e queijo, servido com pirão e arroz.
- Moqueca alagoana: peixe ou camarão preparado com leite de coco, dendê e coentro, em versão mais leve que a baiana.
- Tapioca recheada: clássico do café da manhã e do lanche da tarde, com recheios doces e salgados nos quiosques da orla.
- Sururu de capote: marisco típico da região, servido em caldo encorpado com pimenta e coentro, hábito antigo entre as famílias locais.
Quem sonha em conhecer o Caribe Brasileiro, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Melhores Destinos, que conta com mais de 14 mil visualizações, onde são mostrados os melhores passeios, praias e dicas em Maragogi, Alagoas:
Quando é a melhor época para visitar Maragogi?
A melhor janela para conhecer Maragogi vai de setembro a março, período de menos chuvas e águas mais transparentes. O verão concentra o pico de visitantes, enquanto a primavera oferece equilíbrio entre clima firme e fluxo reduzido na cidade. Confira o panorama climático ao longo do ano:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar conforme a tábua das marés.
Como chegar ao litoral norte alagoano
O acesso a Maragogi é feito principalmente por dois aeroportos. O Zumbi dos Palmares, em Maceió, fica a cerca de 125 km, percorridos pela AL-101 Norte em aproximadamente 2 horas. O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes está a cerca de 130 km, com acesso pela BR-101 e PE-060 em tempo similar. Ônibus intermunicipais e transfers saem diariamente das duas capitais e dos aeroportos.
Vale conhecer Maragogi
O destino reúne, em poucos quilômetros de litoral, recifes vivos, mar morno o ano inteiro, gastronomia direta do barco para a mesa e uma costa protegida pela maior unidade de conservação marinha do país. Pouca coisa no litoral brasileiro entrega tanta beleza com tanta facilidade de acesso.
Você precisa pisar na areia de Maragogi e mergulhar nas galés ao menos uma vez para entender por que chamam esse pedaço de Alagoas de Caribe brasileiro.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)