A capital mais verde do Brasil tem 91% das ruas cobertas por sombra de árvores e a 2ª melhor qualidade de vida entre as capitais com ar puro o ano inteiro
91% das ruas arborizadas, ar puro e a 2ª melhor qualidade de vida do país
Encrustada no coração do Cerrado, a 905 metros de altitude, Campo Grande é a capital brasileira onde nove em cada dez moradores vivem em ruas com pelo menos uma árvore. A capital de Mato Grosso do Sul ostenta 91,4% dos domicílios em vias arborizadas, segundo o Censo 2022, e fechou 2025 como a segunda capital com melhor qualidade de vida do Brasil, atrás apenas de Curitiba.
A capital onde os ipês floridos transformaram as avenidas em corredores coloridos
O apelido de Cidade Morena nasceu da cor da terra: o solo avermelhado e o entardecer dourado renderam à capital o batismo feito pelo arcebispo Dom Francisco de Aquino Correia. Mas o que se vê hoje em cada rua é outra cor: o verde. São cerca de 175 mil árvores plantadas em calçadas e vias públicas, distribuídas em uma cidade fundada em 26 de agosto de 1899.
A capital sustenta uma média de 73,66 m² de área verde por habitante, quase cinco vezes acima do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O resultado é prático: a Avenida Afonso Pena, principal eixo comercial, forma túneis de sombra com copas centenárias enquanto araras cruzam o céu entre os prédios. Entre junho e outubro, a florada dos ipês transforma as ruas em corredores cor-de-rosa, amarelos e brancos.
Outra curiosidade está no Parque dos Poderes, sede do governo estadual. A região administrativa fica cercada por mata nativa de Cerrado e é comum o encontro com quatis, capivaras e araras-canindé circulando entre os prédios públicos.

Vale a pena viver em Campo Grande?
Os indicadores oficiais ajudam a responder. A capital sul-mato-grossense ficou em segundo lugar entre as capitais brasileiras no Índice de Progresso Social Brasil 2025, com pontuação 69,63, atrás apenas de Curitiba por uma diferença de 0,37%, segundo registro oficial da Prefeitura.
O ranking avaliou 5.570 municípios brasileiros em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. A metodologia internacional considera 57 indicadores socioambientais, com fontes que incluem Ministério da Saúde, IBGE e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
Outro reconhecimento veio pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, que colocou a capital na 4ª posição nacional entre todas as capitais, com nota 0,8101, classificada como desenvolvimento alto. A cidade encerrou 2025 também com o Prêmio Cidade Caminhável, fruto do projeto Viva Campo Grande II, que transformou mais de 80 quadras centrais e plantou mais de 1.300 árvores.

Reconhecimento internacional como Cidade Árvore do Mundo
O selo internacional mais relevante veio do programa Tree City of the World, criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em parceria com a Fundação Arbor Day. A capital sul-mato-grossense recebeu a distinção pela sexta vez consecutiva e é a única capital brasileira a manter o título desde a criação do programa em 2019.
Para receber o reconhecimento, a cidade precisa cumprir critérios rígidos, como manter uma estrutura de gestão da arborização urbana, ter legislação específica sobre o tema e promover eventos relacionados ao plantio. A gestão tecnológica utiliza ainda a plataforma Arbolink para monitorar a saúde das árvores, seguindo diretrizes da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana.
A capital também é a porta de entrada para dois patrimônios naturais reconhecidos pela UNESCO: o Pantanal, maior planície alagável do planeta, e a região de Bonito com a Serra da Bodoquena, ambos no estado.
O que fazer na Cidade Morena?
A capital combina parques urbanos gigantes, fauna silvestre e cultura indígena em uma mesma rota. Entre as atrações mais procuradas no portal oficial de turismo do estado, vale conhecer:
- Parque das Nações Indígenas: um dos maiores parques urbanos do Brasil, com 119 hectares, lagos e o Bioparque Pantanal.
- Parque dos Poderes: centro administrativo cercado por mata nativa de Cerrado, onde é comum avistar araras, quatis e capivaras.
- Avenida Afonso Pena: eixo comercial famoso pelos túneis formados por árvores centenárias e monumentos históricos.
- Bioparque Pantanal: maior aquário de água doce do planeta, com cerca de 5 milhões de litros e entrada gratuita.
- Memorial da Cultura Indígena: espaço dedicado à preservação das tradições dos povos Terena e Guarani-Kaiowá.
- Feira Central e Turística: a Feirona, fundada em 1925, reúne 200 lojas e restaurantes típicos da capital.
A gastronomia local reúne herança japonesa, paraguaia e pantaneira em uma mesma mesa farta:
- Sobá: macarrão com caldo, fios de omelete, cebolinha e carne, herança da imigração okinawana servida na Feirona.
- Linguiça de Maracaju: defumada e servida com mandioca, é homenageada com festa anual na cidade vizinha de Maracaju.
- Tereré: versão gelada do chimarrão com erva-mate, herança guarani servida na guampa de chifre.
- Caldo de piranha: prato pantaneiro feito com peixe nobre e temperos da cozinha regional.
- Costela de dourado e filé de pintado com urucum: representam a culinária do rio nos restaurantes regionais.
Quem deseja explorar um roteiro surpreendente pela capital do Mato Grosso do Sul, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Vida sem Paredes, que conta com mais de 49 mil visualizações, onde os Apresentadores mostram as principais atrações e a culinária de Campo Grande:
Quando visitar Campo Grande e como aproveitar cada estação
O clima da capital sul-mato-grossense é tropical de altitude, marcado por verão quente e chuvoso e inverno seco com noites frescas. O inverno é especialmente procurado por turistas que combinam a Cidade Morena com roteiros para o Pantanal, quando o nível dos rios baixa e a fauna fica mais visível. Entre junho e outubro, os ipês transformam as avenidas em corredores coloridos.
Veja como o clima se comporta em cada estação na capital:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar conforme frentes frias.
Vale conhecer a capital mais arborizada do Brasil
A capital sul-mato-grossense é uma das poucas do Brasil a unir 91,4% das ruas arborizadas, reconhecimento internacional da FAO pela sexta vez consecutiva e a segunda melhor qualidade de vida entre as capitais. A combinação entre Cerrado preservado, parques urbanos gigantes e ipês floridos explica por que tantos brasileiros têm escolhido Campo Grande para morar e viajar.
Você precisa conhecer a Cidade Morena e caminhar sob os túneis verdes da Avenida Afonso Pena enquanto as araras cruzam o céu.
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