O carro elétrico chinês que não precisa parar para recarregar, as estradas da Noruega já testam a faixa que carrega o veículo em movimento
O carregamento dinâmico sem fio usa bobinas sob o asfalto que geram um campo eletromagnético
Carros elétricos que recarregam enquanto rodam já saíram do laboratório. Em Oslo, um trecho de 3 km opera com tecnologia que transmite energia em movimento, usando um carro elétrico chinês adaptado.
O que é o carregamento dinâmico sem fio em estradas?
O carregamento dinâmico sem fio usa bobinas sob o asfalto que geram um campo eletromagnético. Esse campo transfere energia a uma placa receptora instalada na parte inferior do veículo elétrico.
O princípio é o mesmo do carregamento por indução de celulares, mas em maior escala e com controles mais sofisticados. A potência é ajustada para equilibrar custo, segurança e ganho real de autonomia.

Como funciona o carro elétrico chinês que recarrega em movimento?
No projeto norueguês, um carro elétrico chinês foi equipado com receptor específico para esse pavimento inteligente. Ao trafegar na faixa dedicada, ele repõe parte da carga da bateria, reduzindo a dependência de packs muito grandes.
Segundo o operador, o custo de energia por quilômetro é cerca de 30% do gasto com diesel. Isso atrai empresas de transporte e mostra uma tendência de veículos saindo de fábrica preparados para recarga plug-in e indutiva.
Como operam as faixas que recarregam em movimento?
A faixa de recarga combina infraestrutura subterrânea, sistema de controle e módulo embarcado no veículo. As bobinas são ligadas apenas quando sensores detectam um veículo compatível se aproximando.
Para entender o processo de forma simplificada, vale observar seus principais passos operacionais:
- Bobinas sob o asfalto são divididas em módulos energizados em trechos curtos.
- Sensores identificam veículos habilitados e acionam apenas o segmento necessário.
- A placa receptora converte o campo eletromagnético em eletricidade para a bateria.
- O projeto do pavimento considera drenagem e camadas de asfalto para proteger as bobinas.
Quais são os custos e vantagens desse tipo de estrada?
O investimento inicial é alto, pois exige obras civis, equipamentos elétricos e centros de controle. Ainda assim, o custo operacional por quilômetro tende a ser competitivo frente ao diesel em corredores de carga e passageiros.
Entre as principais vantagens estão menos paradas para recarga, menor necessidade de baterias grandes, redução de combustíveis fósseis em rotas estratégicas e possibilidade de planejar corredores eletrificados para frotas.
Com recarga contínua, os carros podem usar baterias 40% menores, reduzindo o peso e o custo do veículo.
Em corredores logísticos, caminhões e ônibus podem rodar 24h sem parar em eletropostos.
Menos desgaste de conectores físicos e redução da poluição sonora e atmosférica nas cidades.
O canal Rodas e Motores explicou o funcionamento dessas estradas:
Por que o Brasil deve demorar para adotar o sistema?
No Brasil, especialistas estimam pelo menos uma década para ter trechos relevantes com carregamento dinâmico. O país ainda expande a recarga convencional e enfrenta limitações de investimento em infraestrutura básica.
Um caminho mais viável no curto prazo são corredores de ônibus elétricos com faixas dedicadas. Neles, seria possível testar desempenho, manutenção e modelos de negócio em ambiente real, antes de levar a tecnologia às rodovias de longa distância.
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