Meta corta 600 vagas em IA e aposta tudo em “superinteligência”
Reestruturação indica mudança de foco da gigante do Vale do Silício
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, demitiu cerca de 600 funcionários da área de inteligência artificial e reforçou sua aposta na chamada “superinteligência, a nova fronteira tecnológica que busca criar sistemas capazes de raciocinar de forma autônoma.
As dispensas atingem equipes de produtos, infraestrutura e pesquisa básica, mas pouparam o laboratório secreto liderado diretamente por Mark Zuckerberg.
O movimento mostra que a empresa está concentrando recursos nos projetos mais ambiciosos e cortando o que considera redundante.
O próprio Zuckerberg vem liderando o recrutamento global de engenheiros e cientistas, oferecendo salários milionários e encontros pessoais para convencer talentos de gigantes como Google, Apple e OpenAI a migrar para a Meta.
O laboratório estratégico, conhecido como “TBD Lab”, reúne cerca de 50 dessas contratações e é o responsável por desenvolver os modelos de IA de próxima geração.
O grupo opera com acesso restrito e fica próximo à mesa do executivo na sede da empresa, na Califórnia. Nenhum dos seus membros foi afetado pelas demissões.
Segundo o chefe de IA da companhia, Alexandr Wang, a meta é acelerar decisões e dar mais autonomia aos engenheiros remanescentes.
“Com uma equipe menor, serão necessárias menos conversas para decidir, e cada pessoa terá mais impacto”, afirmou em memorando interno citado pela imprensa americana.
As mudanças ocorrem após o lançamento considerado decepcionante do modelo Llama e marcam o esforço da Meta para se manter competitiva frente a rivais que avançam rapidamente em IA generativa.
A companhia deve investir até US$ 72 bilhões em 2025, principalmente em data centers e chips de alto desempenho.
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