Ginn: “Pânico com DeepSeek? Só quem não entende a dependência chinesa dos EUA”
Aaron Ginn, empreendedor americano, defende que o avanço do modelo de IA chinês DeepSeek revela mais sobre a força dos EUA do que sobre a ameaça chinesa
Aaron Ginn, empreendedor e especialista em tecnologia, publicou artigo intitulado “Os ‘especialistas’ temem a DeepSeek AI da China. Mas a página um de economia diz que não há com o que se preocupar”, nesta segunda, 3, no site da Fox News.
Ginn discute o impacto do lançamento do modelo de IA chinês DeepSeek, que provocou uma queda de US$ 969 bilhões no mercado acionário, e argumenta que a liderança americana no setor continua sólida.
Ele inicia o artigo mencionando a reação global ao DeepSeek, lançado no final de janeiro. Com 40 a 50 vezes menos custo de treinamento do que os modelos tradicionais, o modelo gerou pânico entre investidores, mas para o autor, isso é uma “bobagem”. “DeepSeek depende da infraestrutura americana”, afirma. Ele explica que, mesmo com o suposto custo reduzido, o projeto utilizou chips da NVIDIA e tecnologias americanas.
O autor ressalta que o modelo chinês, apesar de parecer inovador, não contou toda a verdade sobre seus custos. “Análises sugerem que o gasto real com infraestrutura foi próximo de US$ 1,6 bilhão, longe da narrativa de baixo custo.” O uso de chips NVIDIA proibidos, mesmo sob sanções americanas, evidencia, segundo Ginn, que as restrições do governo Biden falharam e, pior, “estimulam a inovação chinesa”.
Para Ginn, o sucesso da DeepSeek não é motivo de alarme, mas sim de oportunidade: “Quando os custos caem, todos ganham”. Ele compara o impacto potencial da tecnologia a outras reduções de custos que beneficiaram a sociedade, como alimentos e combustíveis mais baratos. No entanto, ele alerta que os EUA precisam permanecer atentos e não serem complacentes.
Além disso, o autor afirma que há indícios de que a DeepSeek seja uma cópia de modelos da OpenAI, e que tanto a Microsoft quanto a OpenAI estão investigando. Essa alegação reforça a dependência contínua da China em relação às tecnologias americanas. Para Ginn, a verdadeira inovação americana está nos produtos finais e na infraestrutura de IA, e não apenas nos modelos de código fechado.
Concluindo, o autor lembra que, para manter a liderança, os EUA precisam focar na execução. “Temos os melhores cientistas, as melhores empresas de chips e um governo que está investindo na nossa vitória. Agora só precisamos agir.” Ele sugere que os EUA encarem a DeepSeek como um “momento Sputnik” – uma oportunidade para reafirmar sua superioridade tecnológica.
Aaron Ginn reforça ideias publicadas anteriormente quando propôs a criação de um supercomputador nacional. Segundo ele, essa infraestrutura seria vital para a defesa americana, podendo “paralisar economias inimigas e destruir armas de dentro para fora”.
Ginn compara o impacto de um supercomputador nacional ao das armas nucleares, que evitaram conflitos durante a Guerra Fria: “Uma supermáquina pode antecipar ameaças, acelerar inovações e dar aos EUA uma vantagem militar em escala global.” Ele defende que, assim como mísseis precisam ser constantemente melhorados, GPUs e supercomputadores não são exceção.
Por fim, o autor argumenta que o projeto não seria apenas militar, mas econômico. Ao fortalecer a produção doméstica de chips, o programa geraria empregos e protegeria os EUA contra crises no fornecimento global. Ginn conclui: “Investir em um supercomputador é garantir a liderança tecnológica americana e evitar que adversários nos alcancem.”
Quem é Aaron Ginn
Aaron Ginn é CEO e cofundador da Hydra Host, empresa pioneira em gerenciamento de GPUs e computação de alto desempenho. Com mais de 10 anos de experiência, também fundou a Foundation for American Innovation e a Fabius Labs. Reconhecido por veículos como Forbes e The Wall Street Journal, Ginn é uma voz influente na conexão entre tecnologia, política e inovação nos EUA.
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