Cientistas colocam tela sensível ao toque com IA em uma floresta e 16 macacos-prego aprendem a usá-la por bananas e chamam a atenção de pesquisadores
O experimento revelou um comportamento que chamou atenção dos pesquisadores
Pesquisadores da Emory University e do Georgia Institute of Technology levaram o CapuchinAI para a Reserva Florestal de Taboga, na Costa Rica. O sistema reconhece macacos-prego, mostra tarefas numa tela e libera banana quando eles interagem do jeito esperado.
Como funciona a tela com IA colocada no meio da floresta?
O sistema junta reconhecimento por imagem, uma tela sensível ao toque e um mecanismo automático de recompensa. Quando um macaco se aproxima, a câmera registra o animal e o programa ativa uma tarefa.
A apresentação oficial do CapuchinAI explica que o protótipo foi criado para levar ao campo testes que normalmente exigiriam um laboratório.

O que existe dentro da caixa usada pelos macacos-prego?
A equipe montou o equipamento numa caixa de madeira resistente ao tempo e aos animais. O conjunto tem cerca de 20 polegadas de altura, pouco mais de 50 cm, e foi pensado para ser simples de transportar.
Quatro peças fazem o sistema funcionar:
Como os macacos aprenderam a ganhar bananas?
O primeiro estímulo era simples: um quadrado azul ocupava a tela. Quando o animal tocava o visor, o programa acionava um pequeno motor e liberava uma fatia de banana seca.
O aprendizado apareceu de formas diferentes entre os indivíduos:
- Primeiro contato: alguns animais bateram ou exploraram a caixa antes de tocar a tela.
- Associação: depois da recompensa, vários repetiram o toque para receber outra fatia.
- Lábios: alguns perceberam que encostar a boca também ativava o sensor e passaram a “beijar” a tela.
- Observação: outros ficaram afastados e assistiram aos companheiros antes de tentar.

O que os cientistas já conseguiram medir com o CapuchinAI?
O modelo treinado para reconhecer 6 macacos-prego identificou esses indivíduos com 97% de precisão em fotos, vídeos e imagens ao vivo. Na fase piloto, 16 animais chegaram a interagir com o aparelho.
O sistema também funciona por até 8 horas com uma bateria leve, o que permite trabalhar longe de tomadas e sem retirar os animais da floresta.
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Por que estudar cognição dentro da floresta muda o experimento?
Testes de laboratório oferecem muito controle, mas afastam o animal do ambiente em que ele vive. No campo, os pesquisadores conseguem observar aprendizagem e diferenças individuais enquanto o grupo mantém sua rotina social e ecológica.
A equipe agora desenvolve tarefas sobre memória de curto e longo prazo, controle de impulso, flexibilidade cognitiva e aprendizagem. O contexto geográfico da Costa Rica ajuda a situar o ambiente tropical onde o projeto funciona.
O mais curioso do aparelho não é a tela no meio da mata, mas o que acontece quando um macaco decide, por conta própria, tocar nela de novo.
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