A verdadeira exclusividade está em uma casa
No alto padrão, viver longe dos vizinhos é o novo luxo, e o mercado imobiliário brasileiro desbrava terrenos em SP, RJ e ES
Assinatura de arquitetos famosos, planta ampla com diversas opções de customização, área de lazer que inclui instalações esportivas de nível profissional. As grandes torres voltadas aos consumidores de altíssimo padrão têm muitos pontos em comum. Mas há alguns luxos que elas não oferecem, e que estão levando as incorporadoras a oferecer também produtos em outro formato: as boas e velhas casas – ou, em muitos casos, mansões.
Desde a pandemia, o consumidor passou a valorizar ainda mais o espaço de seu lar como um ambiente onde pode se desligar dos problemas do mundo exterior.
Um lugar com jardim decorado conforme seu gosto pessoal. Onde se pode sair no quintal de pijama para fumar. Onde quem chega de carro e quer se esticar na poltrona não precisa passar por um elevador, encontrando os vizinhos. E onde não há moradores nos andares de cima e de baixo, para fazer barulho ou incomodar com vazamentos.
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Barra da Tijuca
Assim, na Barra da Tijuca, no Rio, uma das poucas áreas nobres onde ainda é possível encontrar terrenos, especialmente próximos à praia ou a áreas de preservação, mansões são um produto em alta.
A Avanço, por exemplo, está construindo o condomínio Santa Helena, com casas de cinco suítes e área de 690 m², com espaços integrados e arquitetura moderna. Mas ela atende também a demanda por projetos ainda mais exclusivos, como a mansão Arouca, de 1.280 m², avaliada em 24 milhões de reais.
A incorporadora Azo, por sua vez, está construindo ao lado da Lagoa da Tijuca o condomínio Insignia, com 39 casas envolvidas pela paisagem de uma área de proteção permanente de mais de 5 mil m². Os imóveis têm até 364m² cada um.
No mesmo bairro também estão em construção duas mansões de valor estimado de R$ 30 milhões cada, em projeto da Dimensional Engenharia.
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Raríssimos terrenos
Quando se consegue um dos raríssimos terrenos amplos na zona Sul carioca, então, a oportunidade é única.
Por isso a incorporadora Mozak não hesitou em comprar para demolir aquela que até então era a mansão mais cara do Brasil, no Leblon, oferecida por 200 milhões de reais, e planejar a construção, em seu lugar, de um condomínio de mansões.

Batizado de Estância Pernambuco, terá oito imóveis de valores entre 30 milhões de reais e 50 milhões de reais, todos com área construída em torno dos 1.000m², em lotes que podem chegar a 4.000m², com projetos da Bernardes Arquitetura.
Em São Paulo a tendência também está de pé.
São Paulo
No Brooklin, a construtora MZI está lançando um condomínio de altíssimo padrão, o Tibiriçá Green Home, com casas de quatro suítes, jardim, piscina e rooftop, com áreas construídas entre 572 m² e 655 m².

Como o verde é um ativo cada vez mais valorizado nas grandes cidades, o paisagismo é de Roberto Riscala. Perto do Jóquei Clube, em outra área nobre, a G.D8 incorporadora está construindo quatro mansões com preços individuais de 35 milhões de reais.
Uma das vantagens das residências são 400m2 de floresta preservada em cada uma delas.
Não é apenas nos terrenos rarefeitos de Rio e São Paulo que a tendência aparece. Em Vitória e região metropolitana, um dos mercados que mais se valorizaram em 2024, também acontece o mesmo.
A Octo Empreendimentos, por exemplo, está construindo em Morada de Laranjeiras, ao lado da capital, um condomínio de alto padrão batizado de Quinta Jatobá, com 26 casas projetadas pelo escritório Flávio Gibson, todas com conceito aberto.
Já aos pés da Pedra Azul, a 96 km da capital, a Incompany está lançando a Fazenda do Grão (foto), com 24 estâncias de 20 mil m² cada. Dentro de um espaço que possui desde cachoeiras até heliponto, os proprietários terão a possibilidade de fazer plantações de café ou azeitonas, com assessoria de técnicos especializados.
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