Verstappen voltou para a luta pelo título?
Com duas vitórias consecutivas e tropeços da McLaren, será que Max Verstappen tem chances de lutar pelo título?
Pela segunda corrida consecutiva, Max Verstappen venceu, e venceu de forma bem convincente, com tranquila vantagem para a concorrência. Ok, nessas duas últimas etapas tivemos pistas com enormes retas (Monza e Baku), então temos que ver se a Red Bull realmente reencontrou sua forma ou apenas se beneficiou das características específicas dessas duas pistas.
A corrida em si teve momentos interessantes, com equipes e pilotos diferentes do habitual em posições na frente, e a poderosa McLaren marcando pontos magros após a batida de Piastri e o desempenho modesto de Norris.
Vamos agora à análise de quem ganhou e quem perdeu nessa etapa do campeonato mundial de Fórmula 1:
QUEM GANHOU:
Max Verstappen saiu com mais uma vitória maiúscula, sem errar nem dar chance aos rivais. Será que está na volta à luta pelo título? Se depender do que vimos nessas duas últimas corridas e dos vacilos da dupla da McLaren, sim, mas a verdade é que é ainda é cedo pra dizer. Temos que esperar pistas com características diferentes para ver como fica o jogo de forças. Mas ele, certamente, está fazendo a sua parte.
Carlos Sainz estava tendo um ano bem ruim na sua estreia pela Williams. Isso pode ter mudado agora, com esse bem-vindo pódio, que muitas vezes tem um efeito psicológico importante no piloto e na equipe, que sentem que a coisa “desencantou”. Claro que foi circunstancial, pois normalmente a Williams não briga pelos primeiros lugares, mas Carlos foi impecável com o equipamento que dispunha.
A dupla da Mercedes conseguiu mostrar um resultado bem mais sólido. George Russell, que estava doente e debilitado, ainda passou Sainz se valendo da estratégia, ao passo que Kimi Antonelli dessa vez não cometeu nenhum erro para se arrepender e com isso passaram a Ferrari na vice-liderança do campeonato.
Liam Lawson se classificou muito bem e daí em diante a realidade se impôs, perdendo posições, mas segurou até o fim uma fileira de carros que, em teoria, eram melhores que o seu, como a Red Bull de Tsunoda, a McLaren de Norris e a Ferrari de Hamilton. E ele não tinha asa móvel para se defender.
Yuki Tsunoda não teve um desempenho que você diga, “puxa, mas que maravilha”, mas o fato de voltar a pontuar bem e segurar uma McLaren até o fim são pontos positivos para o japonês que pastou o ano todo desde que chegou à Red Bull e, ao que tudo indica, perderá a vaga de companheiro de Max Verstappen na equipe para Hadjar no ano que vem.
QUEM PERDEU:
Oscar Piastri errou na classificação e bateu. Algo raro Na corrida, errou de novo no procedimento de largada, perdendo muitas posições e caindo para último. Tentando se recuperar, errou de novo, passando reto antes mesmo de completar a primeira volta. Ele nunca errou tanto num único fim de semana em sua carreira na Fórmula 1. Não pode errar tanto assim se quiser ser campeão. Sua sorte é que Norris também não fez sua parte e não descontou muitos pontos.
Lando Norris perdeu uma oportunidade de outro para alcançar Piastri na classificação, mas fez uma volta ruim no sábado e na corrida teve um desempenho no máximo modesto, só marcando 6 dos 25 pontos possíveis. Sim, a McLaren, como um todo, não parece ter se achado nessa pista, mas o inglês também não fez sua parte.
A Ferrari teve um desempenho discreto, com Leclerc e Hamilton longe da ponta, numa pista que historicamente costuma agrade pelo menos o monegasco. A sensação é que a Ferrari SF-25 não é boa em nada, variando de mediana para mais ou menos em todos os tipos de pista. Hamilton não fez grande coisa e Leclerc deu passagem e depois não recebeu de volta a tempo, criando um desgaste desnecessário.
A dupla da Aston Martin mais uma vez se viu limitada pelo equipamento, que tem muito arrasto aerodinâmico, os fazendo lentos nas longas retas. Alonso, como sempre, extraiu o melhor que pode na classificação, mas errou na largada logo atrás de Piastri, que se moveu, o levando a mexer também, sendo punido justamente. De lá em diante foi ultrapassado por Bortoleto e depois caiu mais algumas posições. Stroll largou mais para trás e mais para trás chegou.
A Alpine segue como pior equipe do grid, especialmente numa pista onde motor importa e o Renault deles é o mais fraco do grid. Colapinto foi prejudicado pela batida de Albon, senão talvez terminasse à frente de Stroll
Na outra semana teremos o GP de Singapura, uma pista mais travada e por ser noturna, pode ter o comportamento dos pneus um pouco diferente, reembaralhando as coisas, dando um panorama melhor sobre as chances de Max em voltar à luta pelo título.
Eis o resultado completo do GP do Azerbaijão 2025:
1) Max Verstappen (Red Bull/Honda), 51 voltas
2) George Russell (Mercedes), +14.609
3) Carlos Sainz (Williams/Mercedes), +19.199
4) Kimi Antonelli (Mercedes), +21.760
5) Liam Lawson (Racing Bulls/Honda), +33.290
6) Yuki Tsunoda (Red Bull/Honda), +33.808
7) Lando Norris (McLaren/Mercedes), +34.227
8) Lewis Hamilton (Ferrari), +36.310
9) Charles Leclerc (Ferrari), +36.774
10) Isack Hadjar (Racing Bulls/Honda ), +38.982
11) Gabriel Bortoleto (Sauber/Ferrari), +67.606
12) Oliver Bearman (Haas/Ferrari), +68.262
13) Alexander Albon (Williams/Mercedes), +72.870
14) Esteban Ocon (Haas/Ferrari), +77.580
15) Fernando Alonso (Aston Martin/Mercedes), +78.707
16) Nico Hülkenberg (Sauber/Ferrari), +80.237
17) Lance Stroll (Aston Martin/Mercedes), +96.392
18) Pierre Gasly (Alpine/Renault), +1 volta
19) Franco Colapinto (Alpine/Renault), +1 volta
Abandonos:
Oscar Piastri (McLaren/Mercedes)
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