Flamengo inicia etapa técnica para construção do estádio no Gasômetro
Clube contrata empresas para estudos geotécnicos, ambientais e topográficos no terreno adquirido em 2024
O Flamengo iniciou a fase de estudos técnicos detalhados no terreno do Gasômetro, na zona portuária do Rio de Janeiro, onde pretende erguer seu estádio próprio.
O clube contratou quatro empresas especializadas para conduzir as análises, coordenadas pela Arena Events + Venues (Arena e+v), responsável pelo projeto arquitetônico básico da futura arena.
A etapa mais complexa do processo é a análise de contaminação do solo, conduzida pela Aecom.
O trabalho, que inclui investigação ambiental, atualização da avaliação de riscos e definição de estratégias de descontaminação, deve durar cerca de seis meses. A empresa também ficará responsável pela estimativa de custos e prazos da remediação do terreno.
A Soloteste foi contratada para realizar estudos geotécnicos que subsidiarão os cálculos estruturais e a definição das fundações. Já a empresa JDS fará o levantamento topográfico do local, com detalhamento planialtimétrico, identificação de interferências e análise de impactos ambientais e vegetação.
O terreno foi arrematado pelo Flamengo em 2024 por R$ 138 milhões. A área apresenta desafios relevantes, como a presença de tubulações de gás da concessionária Naturgy, que ocupa cerca de 13 mil m² e tem contrato de cessão válido até 2027.
A remoção das instalações é responsabilidade do clube, com custo estimado entre R$ 100 milhões e R$ 250 milhões.
Além disso, o solo apresenta elevado nível de contaminação, o que exige descontaminação ambiental antes do início das obras. A extensão dos trabalhos e os custos envolvidos ainda estão sendo apurados.
A tramitação do projeto envolve etapas burocráticas adicionais, como a aprovação do Conselho Deliberativo do clube, a tramitação legislativa na Câmara de Vereadores e a obtenção de licenças ambientais e urbanísticas.
A previsão inicial de inauguração do estádio é novembro de 2029, mas a atual diretoria já admite que o prazo dificilmente será cumprido.
O orçamento estimado para a construção, que começou em R$ 1,93 bilhão, pode chegar a R$ 3 bilhões, de acordo com estudos atualizados.
O projeto prevê um estádio com capacidade para cerca de 78 mil pessoas, 60 metros de altura, 27 elevadores, 16 rampas, mais de 6 mil m² de painéis de LED, áreas VIP, camarotes e soluções acústicas e estruturais voltadas à multifuncionalidade.
Os resultados dos estudos em curso — conduzidos também pela Fundação Getúlio Vargas na parte financeira — serão decisivos para os próximos passos, incluindo o lançamento da concorrência para a execução dos projetos básico e executivo, e a resolução das pendências com a Prefeitura do Rio, a Caixa Econômica Federal e a Naturgy.
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