Ex-presidente da Fifa condena interferência de Trump sobre cartão vermelho
"O futebol nunca deve se tornar um playground para o poder político", disse Joseph Blatter
O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter (foto) publicou uma mensagem para condenar a interferência do presidente Donald Trump na retirada do cartão vermelho para o atacante Balogun.
Segundo o jornal The New York Times, o presidente americano acionou o atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, antes de a entidade decidir por cancelar o cartão e, como consequência, a suspensão do atacante americano para a partida contra a Bélgica.
“Cartões vermelhos não são revertidos por ligações políticas. Eles são revertidos por regras, evidências e órgãos independentes. Se um Presidente dos EUA intervém com o Presidente da FIFA — e um jogador é subitamente absolvido antes de uma partida eliminatória da Copa do Mundo —, a questão é inevitável: Quo vadis [para onde vais], FIFA?”, questionou Blatter em seu perfil no X.
“O futebol nunca deve se tornar um playground para o poder político”, acrescentou Blatter.
Era Blatter
Mais conhecido como Sepp Blatter, o suíço foi presidente da Fifa por 17 anos, como sucessor do brasileiro João Havelange, e só deixou o posto, em 2015, porque foi arrebatado por um escândalo de corrupção que o baniu do futebol por 12 anos, numa punição que termina em 2028.
Em 2011, Blatter autorizou um pagamento de cerca de 2 milhões de francos suíços (cerca de 12 milhões de reais na época) a Michel Platini, ex-presidente da UEFA.
As autoridades suíças investigaram isso como fraude, falsificação de documentos, gestão desleal e apropriação indébita de fundos da Fifa. Blatter foi acusado formalmente em 2021, mas acabou absolvido em primeira instância.
O Ministério Público suíço recorreu, mas, em março de 2025, um tribunal de apelação o absolveu novamente. Em agosto de 2025, o Ministério Público suíço encerrou definitivamente o caso, sem recorrer mais.
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