Botafogo aciona gatilho contra Textor na SAF
Clube social afirma que empresário desviou aporte obrigatório e assume disputa pelo controle acionário da sociedade
O clube social do Botafogo acionou uma cláusula contratual que permite ampliar sua participação acionária na SAF do futebol, hoje sob controle da Eagle Football Holdings, do empresário norte-americano John Textor.
A medida partiu de uma acusação: segundo o associativo, Textor teria direcionado ao Olympique Lyonnais parte dos recursos que deveriam ser aplicados como aporte obrigatório na sociedade brasileira.
Documento enviado à Cork Gully, administradora judicial da Eagle Football Holdings Bidco, descreve uma “sucessão de atos simulados, fraudulentos e prejudiciais à SAF, que jamais teve à sua disposição os valores para efetivo investimento”.
Recursos que teriam ido para o Lyon
Do total de R$ 400 milhões que Textor se comprometera a investir na SAF botafoguense, pouco mais de R$ 100 milhões chegaram ao clube francês entre março e abril de 2024, período em que a equipe europeia enfrentava dificuldades financeiras dentro do grupo multiclubes comandado pelo americano.
Nova divisão das ações
Com a ativação do chamado bônus de subscrição, o clube social passa a deter 51% das ações da SAF, reduzindo a fatia da Eagle para 49%.
A partir disso, o associativo pretende vender 41% da sociedade à GDA Luma, de Gabriel de Alba, por valor determinado, enquanto a holding ficaria obrigada a repassar seus 49% pelo mesmo montante. Ao final da operação, o clube social ficaria com 10% da SAF, e a GDA Luma se tornaria acionista majoritária, com 90%.
O documento, assinado pelo presidente João Paulo Magalhães Lins, foi encaminhado à SAF e à Cork Gully. O Conselho de Administração do Botafogo deve se reunir para formalizar a emissão das novas ações.
Posição de Textor
Procurada, a equipe de Textor declarou que “permanecem absolutamente tranquilos em relação aos fatos, pois os registros relativos às operações realizadas durante sua gestão à frente da Botafogo SAF demonstram a regularidade de todos os atos praticados”.
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