Vaga para contar pinguins na Antártida paga 2.500 euros por mês com casa e comida, mas não tem água para o chuveiro
O trabalho inclui alojamento e comida, mas exige meses longe do conforto de casa
Imagine passar meses cercado por pinguins, montanhas de gelo e temperaturas próximas de zero, recebendo para trabalhar em uma ilha isolada. A oportunidade de contar pinguins na Antártida oferecida pela organização britânica UK Antarctic Heritage Trust chegou a anunciar remuneração equivalente a cerca de 2.500 euros mensais, conforme reproduções da seleção de 2026. O pacote incluía alimentação e alojamento, mas havia uma dificuldade: a base não tem água corrente nem chuveiro.
Onde fica a base que oferece trabalho para contar pinguins?
O trabalho acontece em Port Lockroy, uma antiga estação britânica localizada na pequena ilha Goudier, próxima à Península Antártica. O local foi criado em 1944 e hoje abriga um museu, uma loja e uma agência de correios conhecida como Penguin Post Office.
Segundo a UK Antarctic Heritage Trust, a equipe da temporada 2026/2027 inclui oito profissionais destinados a Port Lockroy. Entre eles estão responsáveis pela conservação dos prédios históricos, atendimento aos visitantes e monitoramento da colônia de pinguins-gentoo.
A permanência na ilha pode durar cerca de cinco meses, durante o verão antártico. Mesmo nessa época, os trabalhadores enfrentam frio, neve e mudanças rápidas no tempo.

Quanto ganha quem trabalha com pinguins na Antártida?
A remuneração divulgada para a seleção de 2026/2027 variava entre 1.449 e 2.096 libras por mês, dependendo da função. O valor mais alto foi apresentado em reportagens como aproximadamente 2.500 euros, uma conversão indicativa que muda conforme a cotação.
A faixa aparece em reproduções da oferta de trabalho da organização britânica. Os pagamentos estavam ligados a contratos temporários de prestação de serviços, com responsabilidade dos contratados pelos impostos aplicáveis. Por isso, os valores não representam necessariamente o dinheiro líquido recebido.
Além da remuneração, a proposta incluía despesas ligadas à permanência na região polar:
O contrato descrito tinha duração aproximada de seis meses, considerando também treinamento, preparação e atividades posteriores ao retorno.
Por que não existe água para tomar banho na base antártica?
Port Lockroy não possui encanamento de água corrente nem chuveiros instalados para os funcionários. A água utilizada na base chega em recipientes transportados por embarcações que visitam a ilha, o que exige controle do consumo.
Em um relato publicado pela UK Antarctic Heritage Trust, uma responsável pela estação descreveu como os trabalhadores aproveitam as visitas aos navios para tomar banho. A frequência depende das condições do tempo e da chegada dessas embarcações.
As limitações também afetam outras atividades da rotina:
- Banho: os funcionários aproveitam os chuveiros de navios visitantes quando existe essa possibilidade.
- Banheiro: a base utiliza instalações simples, sem descarga convencional de água.
- Abastecimento: os recipientes de água precisam ser transportados manualmente até os alojamentos.
- Privacidade: quartos e áreas de convivência são divididos entre os integrantes da equipe.
O fornecimento de energia também é limitado. A estação utiliza painéis solares e precisa controlar aparelhos que consomem muita eletricidade.

Como funciona a contagem dos pinguins na Antártida?
A contagem acompanha a reprodução dos pinguins-gentoo que vivem perto de Port Lockroy. Os trabalhadores registram ninhos, ovos e filhotes para acompanhar mudanças na população e ajudar a avaliar a situação da colônia.
Os números são registrados em diferentes momentos da temporada. No relatório publicado em 19 de maio de 2026, a organização britânica informou que a temporada anterior contabilizou 445 pares de pinguins, 604 ovos e 876 filhotes.
O trabalho exige atenção para evitar perturbar as aves. As equipes observam o desenvolvimento dos ninhos e acompanham o crescimento dos filhotes, mantendo cuidados especiais nas áreas de reprodução.
Também existem tarefas que não envolvem animais. Os funcionários ajudam na limpeza, atendem turistas, organizam correspondências e fazem a manutenção dos prédios. Durante a temporada anterior, a estação movimentou aproximadamente 50 mil cartões-postais, mostrando a importância do serviço de correios para o local.
Brasileiros podem se candidatar ao trabalho na Antártida?
Brasileiros podem participar das seleções da UK Antarctic Heritage Trust, desde que cumpram as exigências legais e de residência no Reino Unido. A organização aceita pessoas de outras nacionalidades, mas não oferece patrocínio para obtenção de visto de trabalho.
As regras publicadas na página oficial de recrutamento exigem que o candidato seja maior de idade, tenha direito legal de trabalhar no Reino Unido e esteja residindo no país até o início da seleção.
A capacidade física também pesa na escolha. As funções podem exigir carregar recipientes de água com 20 litros, movimentar caixas de 15 kg, retirar neve e descarregar materiais em superfícies escorregadias.
Não é obrigatório ter formação universitária em biologia para todas as funções. Experiência em atendimento ao público, turismo, comércio ou conservação pode ser útil conforme o cargo pretendido.

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Quando serão abertas novas vagas para trabalhar na Antártida?
As inscrições para a temporada 2026/2027 terminaram em 15 de março de 2026. A organização já selecionou os profissionais para trabalhar entre o fim de outubro de 2026 e março de 2027. Portanto, aquela oferta não está mais recebendo candidaturas.
A UK Antarctic Heritage Trust realiza seleções sazonais, mas ainda não havia publicado uma nova data oficial para o próximo recrutamento até novembro de 2026. As oportunidades futuras deverão aparecer no portal de carreiras da organização, com seus próprios salários e requisitos.
Quem pretende disputar uma dessas posições precisa considerar tanto as condições de entrada no Reino Unido quanto a rotina na ilha. A experiência envolve meses de trabalho perto dos pinguins, mas também exige dividir alojamentos, transportar água e depender dos navios para tomar um banho completo.
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