Uma ponte de quase 3,6 km colocou 400 metros de estrutura suspensa por cabos sobre um dos maiores rios da Amazônia e exigiu investimento superior a R$ 1 bilhão
Inaugurada em 2011, a ligação entre Manaus e Iranduba combinou fundações complexas, cabos de sustentação e obras rodoviárias complementares.
A Ponte Rio Negro, hoje oficialmente Ponte Jornalista Phelippe Daou, foi inaugurada em 24 de outubro de 2011 entre Manaus e Iranduba, no Amazonas. Com 3.595 metros de extensão, combina longos trechos apoiados em pilares e 400 metros sustentados por cabos. O investimento divulgado ultrapassou R$ 1 bilhão e incluiu obras complementares.
Por que a Ponte Rio Negro mudou a travessia entre Manaus e Iranduba?
Antes da inauguração, a passagem de veículos entre Manaus e a margem de Iranduba dependia de balsas. A ponte estabeleceu uma ligação rodoviária permanente e passou a integrar a rodovia Manoel Urbano (AM-070), importante para alcançar municípios do interior.
A travessia foi entregue em 24 de outubro de 2011, depois de anos de construção. Seu projeto também precisava permitir a continuidade da navegação, parte essencial do transporte na região amazônica.

Quais desafios marcaram as fundações no leito do rio?
A obra exigiu fundações em um ambiente de grande profundidade, variação das águas e conhecimento geológico limitado. Um relato técnico sobre a construção descreve as dificuldades enfrentadas:
- Execução de 246 estacas escavadas para sustentar a estrutura.
- Perfuração de camadas rochosas em diferentes profundidades do leito.
- Adaptação aos períodos de cheia do rio Negro.
- Seleção de concreto adequado às condições químicas da água.
Como o trecho estaiado funciona junto às partes convencionais?
O projeto combinou sistemas estruturais: o segmento central usa cabos ligados ao mastro, enquanto a maior parte da travessia repousa sobre pilares e vigas de concreto. Os vãos centrais maiores favorecem a passagem de embarcações.
O que estava incluído no investimento de R$ 1,099 bilhão?
O total de R$ 1,099 bilhão não representa somente o tabuleiro da ponte. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas detalhou, em 2011, que o investimento incluía 7,4 km de acessos viários: 1,9 km em Manaus e 5,5 km em Iranduba.

Também estavam contemplados sistemas de iluminação, sinalização náutica e proteção dos pilares contra choques de embarcações. Trata-se do valor histórico divulgado para o empreendimento completo, não do custo isolado do trecho estaiado nem de um orçamento atualizado.
Quais estruturas permitiram conciliar veículos e navegação?
Além do vão com cabos, foram executados componentes rodoviários e de proteção. Os dados técnicos publicados após a entrega ajudam a dimensionar o conjunto:
- Quatro faixas de tráfego, duas em cada sentido.
- Vão central com altura para grandes embarcações.
- Estrutura composta por 73 vãos ao longo do rio.
- Centenas de vigas pré-moldadas na construção do tabuleiro.
A ligação permanente entre as margens marcou a engenharia amazônica
A ponte alterou a relação entre a capital amazonense e os municípios da margem oposta, oferecendo circulação rodoviária contínua para pessoas e mercadorias. Sua entrega em 2011 foi a conclusão da obra, não o anúncio de uma intervenção futura.
O trecho estaiado, visível à distância, representa apenas uma parte do desafio. Fundações, pilares, vigas, acessos e sistemas de proteção também foram decisivos para transformar uma travessia de rio em ligação permanente.
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