Uma multinacional avança com nova obra no interior de São Paulo, com investimento de R$ 1,4 bilhão e prevê até 3 mil empregos em uma fábrica que exportará para vários continentes
A fábrica foi planejada para atender mercados de diferentes partes do mundo
Grandes fundações de concreto e estruturas industriais começam a formar uma nova fábrica às margens da Rodovia Presidente Dutra, no interior paulista. A Hitachi Energy está construindo uma unidade de transformadores em Pindamonhangaba, dentro de um programa de investimentos que chega a R$ 1,4 bilhão. A expansão poderá gerar até 3 mil empregos diretos e indiretos, com produção prevista para começar em 2028 e atendimento a mercados internacionais.
Onde está sendo construída a nova fábrica da Hitachi Energy?
A nova unidade fica no Distrito de Moreira César, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. O terreno está próximo da Rodovia Presidente Dutra, ligação entre as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.
A Hitachi Energy anunciou oficialmente o início da construção em agosto de 2025. A localização foi escolhida pela proximidade com corredores de transporte e instalações portuárias.
Transformadores de potência podem ser muito pesados e exigir veículos especiais para transporte. Por isso, o acesso rodoviário e a distância até os portos de Santos e Itaguaí fazem parte do planejamento logístico.

Por que o investimento na fábrica chega a R$ 1,4 bilhão?
O valor atualizado representa um programa de expansão da Hitachi Energy no Brasil, que inclui a nova fábrica de Pindamonhangaba e melhorias na unidade de Guarulhos. Não corresponde somente aos prédios que estão sendo erguidos no Vale do Paraíba.
Em maio de 2026, a Prefeitura de Pindamonhangaba informou a atualização do investimento e a ampliação da área construída planejada.
O programa reúne diferentes frentes industriais:
Que tipo de equipamento será produzido na nova unidade?
A fábrica produzirá transformadores de potência, utilizados para aumentar ou reduzir a tensão da energia elétrica. Esses equipamentos são necessários para transportar eletricidade por grandes distâncias e distribuí-la com segurança.
Quando a energia sai de uma usina, sua tensão pode ser elevada para reduzir perdas durante o transporte. Perto dos locais de consumo, outros transformadores ajustam a tensão para os níveis necessários.
Esse tipo de equipamento será importante em projetos como a megaobra de transmissão que conectará Maranhão e Goiás por quase 1.500 km. O projeto utiliza uma combinação de linhas de alta tensão e estações com equipamentos elétricos de grande porte.
Como estão as obras da fábrica em 2026?
As obras já passaram da etapa inicial de preparação do terreno. Em julho de 2026, a Prefeitura informou que as fundações profundas dos prédios de montagem estavam concluídas.
As fundações transferem o peso dos equipamentos e da construção para camadas adequadas do solo. Em uma fábrica de transformadores, precisam suportar estruturas industriais e cargas pesadas.
O comunicado municipal sobre o avanço das obras também registrou trabalhos na estrutura da sala de testes. Esse espaço será utilizado para avaliar os equipamentos fabricados antes da entrega aos clientes.
Quantas pessoas poderão trabalhar nessa fábrica?
A previsão atualizada aponta aproximadamente 500 empregos diretos na unidade de Pindamonhangaba quando estiver em plena operação. A projeção de até 3 mil postos considera empregos diretos e indiretos associados à expansão industrial mais ampla.
Esses números não representam trabalhadores já contratados. A contratação depende do andamento das obras, da instalação dos equipamentos e da entrada gradual da fábrica em funcionamento.
Em julho de 2026, a Prefeitura também iniciou processos de seleção com participação do Posto de Atendimento ao Trabalhador. As primeiras oportunidades faziam parte da preparação da operação industrial.
Quando a fábrica começará a produzir transformadores?
A previsão é iniciar as atividades em 2028, após a conclusão dos edifícios, montagem dos equipamentos e testes industriais.
A Hitachi Energy informou que a produção atenderá projetos brasileiros e mercados como América do Norte, Europa e Oriente Médio. A expansão também busca aumentar a capacidade de fabricação de equipamentos elétricos no país.
Até a entrada em operação, as próximas etapas envolverão construção dos galpões, instalação das máquinas e preparação da equipe. A unidade deverá atender à demanda crescente por transformadores ligados à ampliação das redes elétricas.
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