Um homem de 101 anos que ainda dá aulas e viaja o mundo: veja os 7 segredos que ele diz que fazem a diferença
Homem de 101 anos revela 7 segredos para vida longa e ativa
O Dr. John Scharffenberg tem 101 anos, dirige um Toyota Prius vermelho, ministra aulas na Universidade de Loma Linda, na Califórnia, e viaja o mundo para dar palestras sobre longevidade. Seus pais morreram aos 60 e 76 anos, e seus irmãos também não chegaram perto de sua idade, o que, segundo ele, mostra que a genética não explica tudo.
Quem é o Dr. Scharffenberg e por que ele virou referência?
John Scharffenberg é professor adjunto de saúde pública e especialista em nutrição formado pela Universidade de Loma Linda, com mestrado pela Universidade de Harvard. Aos 101 anos, continua ativo academicamente e viralizou nas redes sociais com vídeos publicados no canal Viva Longevity!, no YouTube, que já acumulou milhões de visualizações.
Ele foi o primeiro a ressaltar que sua história não é prova científica de nada: longevidade tem componentes genéticos, sociais e ambientais que nenhum hábito isolado garante. Mas seus sete pontos coincidem com o que grandes instituições de saúde recomendam, e é por isso que valem atenção.

Quem quer descobrir segredos práticos para envelhecer com saúde e energia, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Viva Longevity!, que conta com mais de 960 mil visualizações, onde o Dr. John Scharffenberg mostra os principais pilares da alimentação e estilo de vida para a longevidade:
Quais são os 7 hábitos que ele defende?
Scharffenberg organiza sua rotina em sete práticas que mantém desde jovem. Algumas são mais conhecidas, outras costumam surpreender.
O que a ciência diz sobre o açúcar, que ele mais enfatiza?
O ponto que Scharffenberg repete com mais frequência é o açúcar em excesso. E aqui a ciência concorda com ele. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo de açúcar livre fique abaixo de 10% das calorias diárias, o que equivale a cerca de 50 gramas por dia para um adulto. O ideal, segundo a OMS, é chegar a 5%, ou seja, menos de 25 gramas.
O consumo excessivo de açúcar está associado à obesidade, ao diabetes tipo 2, a doenças cardiovasculares e a cáries. O problema é que a maior parte do açúcar que as pessoas consomem está escondida em refrigerantes, sucos industrializados, molhos prontos e alimentos ultraprocessados, não no açúcar que se coloca no café.
O que comparar com outros estudos sobre centenários?
Um estudo publicado em 2026 no American Journal of Clinical Nutrition, citado pelo ScienceDaily, analisou mais de 5.000 idosos chineses acima de 80 anos e encontrou que vegetarianos tinham menos chance de chegar aos 100 do que onívoros. O motivo seria a necessidade de proteína e força muscular em idades muito avançadas.
Esse resultado não contradiz Scharffenberg diretamente: ele come ovos e leite, não é vegano. Mas mostra que longevidade é mais complexa do que qualquer regra única consegue capturar. O próprio estudo New England Centenarian Study, da Universidade de Boston, que acompanha mais de 3 mil centenários há 30 anos, concluiu que para a maioria das pessoas a genética explica apenas 25% da longevidade. Os outros 75% dependem de comportamento e ambiente. Nos casos extremos, acima dos 105 anos, aí sim a genética pesa mais.
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O que qualquer pessoa pode tirar disso?
A história de Scharffenberg não é um protocolo. É um exemplo, e exemplos têm limites. Mas os hábitos que ele defende coincidem com o que o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, também recomenda: comer mais alimentos in natura, reduzir ultraprocessados, evitar açúcar adicionado e se mover com regularidade.
Aos 101 anos, ainda ativo e viajando, ele resume tudo em uma frase: a fase mais perigosa da vida é entre os 40 e os 70 anos, quando as pessoas relaxam, ganham dinheiro, comem mais e se movem menos. É aí que a maioria das doenças crônicas começa a se instalar, e é aí que vale a pena prestar mais atenção.
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