Quanto custa um caça Gripen da FAB e o que ele faz que os antigos F-5 não conseguiam: a troca que muda a defesa aérea do Brasil
O caça Gripen F-39 representa uma das maiores mudanças na aviação de combate brasileira em décadas.
O caça Gripen F-39 representa uma das maiores mudanças na aviação de combate brasileira em décadas. Mais moderno que o F-5M, o caça sueco combina radar AESA, guerra eletrônica, enlace de dados e mísseis de longo alcance, dando à Força Aérea Brasileira uma capacidade muito superior para detectar, acompanhar e enfrentar ameaças a grandes distâncias.
Quanto custa um caça Gripen da FAB?
O contrato brasileiro prevê 36 aeronaves, sendo 28 Gripen E e oito Gripen F, por cerca de 39,3 bilhões de coroas suecas, valor equivalente a aproximadamente US$ 4,1 bilhões a US$ 4,5 bilhões na época. Dividido pelo número de aeronaves, o pacote representa algo entre US$ 110 milhões e US$ 125 milhões por caça.
Esse cálculo, porém, não corresponde apenas ao preço do avião. O acordo envolve suporte, treinamento, peças, infraestrutura e outros elementos necessários para manter a frota operacional, além de ter sido financiado pela Suécia em um prazo de 25 anos.
Voo inaugural do primeiro @Saab Gripen E produzido no Brasil 🇧🇷🤝🇸🇪 #Gripen #F39 #Embraer #Saab #FAB https://t.co/FHCAClnI2j
— Aero The Times (@AeroTheTimes) October 7, 2026
O que o Gripen faz que o F-5M não consegue?
A diferença mais importante está nos sensores, na capacidade de combate e na integração dos sistemas. Mesmo modernizado, o F-5M pertence a uma geração anterior e não oferece o mesmo nível de consciência situacional e guerra eletrônica do Gripen.
Na prática, o novo caça amplia a capacidade da FAB em missões de defesa aérea, ataque, reconhecimento e escolta. Entre os principais avanços estão:
Por que o míssil Meteor muda o combate aéreo?
Um dos maiores diferenciais do Gripen brasileiro é a integração com o Meteor, míssil ar-ar desenvolvido para combates além do alcance visual. Sua capacidade de engajamento pode chegar a cerca de 200 quilômetros, dependendo das condições do lançamento e do cenário.
Isso permite que o Gripen enfrente ameaças a distâncias muito maiores, enquanto o F-5M depende de armamentos de menor alcance. A combinação entre Meteor, radar AESA e sistemas de guerra eletrônica cria uma vantagem significativa em um eventual combate aéreo moderno.
Conheça em detalhes o caça Gripen F-39 no vídeo abaixo do canal “Aero Por Trás da Aviação“.
Quanto custa manter o Gripen no ar?
Além do investimento inicial, o custo operacional é um dos pontos que chamam atenção. A hora de voo do F-39 é estimada em aproximadamente US$ 4,5 mil, valor inferior ao atribuído a caças mais pesados, como o Rafale.
A capacidade de atingir cerca de Mach 2, realizar reabastecimento em voo e operar por períodos prolongados também aumenta a flexibilidade da FAB. Para um país de dimensões continentais, essas características têm impacto direto na cobertura de áreas estratégicas.
Como o Gripen muda a defesa aérea do Brasil?
A chegada do F-39 representa mais do que a substituição de uma aeronave antiga. Os F-5 começaram a operar no Brasil em 1975 e, mesmo após modernizações, enfrentam os limites naturais de uma plataforma com décadas de serviço.
Com o Gripen, a FAB passa a contar com uma plataforma preparada para uma guerra aérea cada vez mais baseada em sensores, dados e combate a longa distância. O resultado é uma capacidade maior de proteger regiões estratégicas, como a Amazônia e o litoral, além de reforçar a dissuasão brasileira na América do Sul.
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