Proprietário troca o piso cerâmico por porcelanato grande sobre o antigo para economizar e, meses depois, as peças começam a estufar e soar ocas
Entenda como identificar a camada que falhou antes de recolocar as peças soltas
Para evitar o quebra-quebra, o proprietário coloca porcelanato de grande formato sobre o piso cerâmico antigo. Meses depois, algumas peças se levantam e outras produzem som oco ao receber leves batidas. Assentar um revestimento sobre outro pode funcionar, mas depende das condições da base, da argamassa e das juntas. Antes de trocar apenas as peças soltas, é preciso descobrir em qual camada ocorreu a falha.
O que significa quando o porcelanato soa oco?
O som oco pode indicar falta de aderência ou espaços sob a placa, mas não mostra sozinho se o problema está entre o porcelanato e a argamassa, entre a argamassa e a cerâmica antiga ou abaixo do piso original. Já o estufamento, quando as peças se elevam ou se comprimem umas contra as outras, exige atenção: o revestimento pode se soltar de repente e deixar bordas capazes de provocar tropeços e cortes.
Quais falhas podem aparecer em um piso sobre piso?
A cerâmica antiga precisa estar firme, limpa e adequada para receber a nova camada. Se já havia peças ocas ou soltas, o porcelanato pode ter sido colado sobre uma base instável. Cera, gordura e outros resíduos também prejudicam a aderência. Além disso, a argamassa deve ser indicada para sobreposição e compatível com o formato das placas e o ambiente onde serão assentadas.
Na vistoria, vale conferir pontos que costumam explicar o descolamento:
O que pode comprometer o assentamento?
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Peças antigas ocas, trincadas ou mal fixadas;
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Resíduos de cera ou gordura no piso que recebeu a argamassa;
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Produto de assentamento incompatível com o porcelanato ou com a sobreposição;
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Falta de cobertura adequada de argamassa sob as placas grandes.
O tamanho das peças aumenta o cuidado no assentamento?
Sim. Uma placa grande exige preparação cuidadosa da base e aplicação da argamassa conforme as instruções do fabricante. Se os cordões não forem bem distribuídos e esmagados durante o assentamento, podem restar vazios sob o revestimento. O profissional também precisa respeitar as juntas indicadas para as peças e as juntas necessárias no ambiente. Encostar as placas sem prever a movimentação do piso pode contribuir para o levantamento do acabamento.
É possível consertar apenas as placas que estufaram?
Depende da extensão da falha. Se o problema estiver restrito a uma pequena área e a base ao redor estiver firme, um reparo localizado pode ser suficiente. Se muitas peças soarem ocas ou a cerâmica antiga também estiver se soltando, recolocar o porcelanato no mesmo lugar tende a repetir o defeito. Ao remover uma placa, o profissional pode observar onde a argamassa permaneceu aderida e examinar as camadas abaixo dela.
Antes de comprar peças novas, o proprietário pode registrar:
- fotos das áreas levantadas e das juntas que se abriram;
- um mapa dos pontos onde o piso produz som oco;
- as embalagens ou notas da argamassa e do porcelanato usados;
- a data do assentamento e o momento em que os defeitos apareceram.

Como refazer o acabamento sem repetir o problema?
O reparo começa pela remoção das partes comprometidas e pela verificação do revestimento antigo. As peças de cerâmica que não estiverem firmes precisam ser tratadas antes de receber uma nova camada; em alguns casos, será necessário retirar o piso anterior e preparar o contrapiso. Também convém conferir a altura final da reforma, pois a sobreposição pode interferir na abertura das portas e no encontro com outros ambientes.
Com a base aprovada, o assentamento deve seguir as orientações do fabricante do porcelanato e da argamassa para o tamanho das placas, o tipo de ambiente e as juntas. A economia de manter a cerâmica antiga só se confirma quando ela pode servir de apoio seguro. Se o piso de baixo estiver solto, cobri-lo novamente apenas esconde uma falha que continuará sob o acabamento novo.
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