Produtor de algodão deixa restos da colheita no terreno para economizar e descobre que o prazo para limpar a lavoura muda conforme o município
Mato Grosso divide os municípios em duas regiões para organizar a destruição dos restos culturais e o controle do bicudo.
Após colher algodão em Mato Grosso, um produtor pensa em deixar os restos da lavoura no terreno para reduzir o uso de máquinas. O calendário do vazio sanitário muda conforme a região e determina até quando ele precisa eliminar plantas que possam manter o bicudo na entressafra.
Por que o vazio sanitário começa depois da destruição dos restos?
A Instrução Normativa Conjunta SEDEC/INDEA-MT nº 003/2024 estabelece prazos para destruir os restos culturais e um período sem plantas de algodão com risco fitossanitário. A destruição encerra a etapa da colheita. O vazio exige manter a área sem essas plantas durante a entressafra.
O bicudo-do-algodoeiro utiliza estruturas reprodutivas da planta. Rebrotas e plantas voluntárias podem voltar a oferecer alimento e locais para reprodução. Interromper a presença dessas plantas ajuda a reduzir as condições para a sobrevivência da praga entre safras.

Quais são as datas nas duas regiões?
Na Região I, que inclui Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, a destruição precisa terminar até 30 de setembro. O vazio sanitário vai de 1º de outubro a 30 de novembro.
Na Região II, que inclui Sorriso e outros municípios do norte do estado, a destruição deve terminar até 14 de outubro. O vazio vai de 15 de outubro a 14 de dezembro. O município define qual calendário vale para a área.
O calendário separa o prazo de destruição da duração do vazio.
Quando é preciso começar a destruir os restos?
A norma determina que a destruição comece até 15 dias depois do início da colheita e avance na mesma proporção. O prazo final da região não elimina a obrigação de iniciar o manejo enquanto a colheita progride.
A conclusão depende da ausência de plantas com risco fitossanitário. A decisão sobre o manejo precisa levar em conta se os restos podem rebrotar e formar estruturas que mantenham o bicudo no terreno.
O que acontece se o algodão voltar a brotar?
Plantas voluntárias, também chamadas de tigueras, podem aparecer após a colheita. A regra proíbe plantas de risco durante o vazio, sejam elas voluntárias ou cultivadas, ressalvados plantios autorizados excepcionalmente.
Se a fiscalização detectar plantas durante o período, elas devem ser eliminadas no prazo da notificação, sem prejuízo das penalidades cabíveis. O proprietário, arrendatário ou detentor responde pela eliminação nas áreas sob seu domínio.
O acompanhamento da área continua depois da operação inicial.
O monitoramento termina quando a colheita acaba?
A instrução estabelece monitoramento das áreas e controle imediato quando o bicudo for detectado. A inspeção do talhão ajuda a localizar plantas que sobreviveram ao manejo ou surgiram depois dele.
O cultivo do algodão obedece também a um calendário de semeadura. A data de início do plantio é uma etapa distinta da destruição dos restos. Eventuais autorizações excepcionais seguem as condições previstas pelo Indea.
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O que o produtor precisa considerar ao planejar as máquinas?
O cronograma deve acompanhar o avanço da colheita e reservar tempo para concluir a destruição dos restos culturais dentro do prazo regional. Deixar todo o manejo para o último dia ignora a obrigação de começar durante a colheita.
Depois da operação, o produtor precisa observar se houve rebrotas ou plantas voluntárias. A economia com uma passagem de máquina só pode ser avaliada junto com o resultado do manejo e as obrigações que continuam durante o vazio.
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