Pneus cheios de concreto e jogados no mar em 1978 viraram um recife artificial para peixes, lagostas e diversas outras espécies marinhas

02.11.2026

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Pneus cheios de concreto e jogados no mar em 1978 viraram um recife artificial para peixes, lagostas e diversas outras espécies marinhas
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3 minutos de leitura 17.09.2026 09:03 comentários
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Pneus cheios de concreto e jogados no mar em 1978 viraram um recife artificial para peixes, lagostas e diversas outras espécies marinhas

A ideia de usar objetos descartados para concentrar animais marinhos não era nova.

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Pneus cheios de concreto e jogados no mar em 1978 viraram um recife artificial para peixes, lagostas e diversas outras espécies marinhas (Imagem Ilustrativa)

Em 1978, estruturas feitas com pneus e concreto começaram a ser colocadas no fundo do mar em Yarmouth, Massachusetts, nos Estados Unidos, como parte de um projeto de criação de recifes artificiais.

Décadas depois, o local se transformou em um habitat ocupado por diferentes espécies marinhas, mostrando como uma intervenção humana pode produzir resultados completamente diferentes dependendo de como é planejada.

Por que pneus foram colocados no fundo do oceano?

A ideia de usar objetos descartados para concentrar animais marinhos não era nova. Pescadores norte-americanos já utilizavam madeira e redes desde o século 19 para criar pontos de concentração de peixes.

Na década de 1970, essa lógica passou a ser aplicada de maneira planejada. Estruturas de concreto e pneus seriam usadas para criar superfícies onde organismos poderiam se fixar e onde animais encontrariam abrigo.

O que aconteceu com o recife artificial de Yarmouth?

O projeto iniciado em 1978 continuou crescendo ao longo das décadas.

Segundo a CNN Brasil, mais de 17 mil toneladas de materiais já foram posicionadas na região por equipes da Guarda Costeira dos Estados Unidos, do governo de Massachusetts e do Departamento de Recursos Naturais de Yarmouth.

O local também passou a ser acompanhado por mergulhadores equipados com câmeras. O monitoramento registrou uma diversidade surpreendente de animais vivendo ao redor das estruturas.

Pneus cheios de concreto e jogados no mar em 1978 viraram um recife artificial para peixes, lagostas e diversas outras espécies marinhas
Projeto de recifes artificiais fez milhares de toneladas de pneus serem descartados no mar da Flórida. Créditos. Wikimedia Commons; Governo da Flórida

Quais animais passaram a ocupar o local?

As estruturas artificiais acabaram funcionando como pontos de abrigo e concentração para diferentes espécies. Entre os animais registrados estão:

Leia também: Steve Jobs, um dos fundadores da Apple: “Você não pode conectar os pontos olhando para frente; você só pode conectá-los olhando para trás”

Ecossistema marinho
Quais animais passaram a ocupar o local?
As estruturas transformaram o ambiente em uma área utilizada por diferentes espécies marinhas.
🦞
Lagostas
Encontradas ao redor das estruturas, aproveitando o novo ambiente marinho.
🐟
Peixes
Utilizam o local como área de abrigo e proteção.
🦈
Tubarões
Também foram registrados na região durante as observações.
18+
ESPÉCIES
Mais de 18 espécies marinhas
O monitoramento registrou uma diversidade de espécies utilizando o ambiente.
DESTAQUE: o local passou a ser utilizado por diferentes formas de vida marinha.

O resultado transformou Yarmouth em um exemplo de como recifes artificiais podem modificar o ambiente submarino quando recebem planejamento, acompanhamento e manutenção adequados.

Por que outro projeto de recifes artificiais com pneus acabou em desastre?

A mesma estratégia teve um resultado completamente diferente na Flórida. No chamado recife de Osborne, mais de 2 milhões de pneus foram lançados ao mar, presos por hastes finas de aço.

As estruturas se soltaram e foram espalhadas pelas correntes marítimas por uma área superior a 15 hectares. Em vez de criar um habitat eficiente, os pneus continuaram se deslocando e liberando resíduos considerados prejudiciais ao ambiente.

A partir de 2007, equipes do Exército americano começaram a retirá-los, mas até novembro de 2019 cerca de dois terços do material original ainda permaneciam no mar.

A diferença entre os dois casos revela um detalhe fundamental: simplesmente colocar resíduos no oceano não transforma automaticamente o lixo em recife. O planejamento, a estabilidade das estruturas e o acompanhamento ambiental são determinantes para o resultado.

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