O que é mais saudável, clara ou gema de ovo? Agora finalmente ficou claro
A disputa entre clara e gema ganhou uma resposta mais equilibrada
Durante muito tempo, a gema de ovo foi vista com desconfiança por causa do colesterol, enquanto a clara de ovo ganhou fama de opção perfeita para quem busca proteína com poucas calorias. Só que essa comparação sempre simplificou demais o assunto. Hoje, a ciência mostra que as duas partes do ovo têm funções diferentes e podem ser valiosas dentro de uma alimentação saudável.
Por que a comparação entre clara e gema voltou a chamar atenção?
Nos últimos anos, a discussão sobre ovo inteiro, colesterol e qualidade nutricional ficou mais equilibrada. Em vez de tratar uma parte como vilã e a outra como solução perfeita, a análise passou a considerar o que cada uma oferece ao corpo.
Isso importa porque muita gente ainda corta a gema sem necessidade. Na prática, a escolha entre uma e outra depende mais do objetivo de cada pessoa do que de uma suposta regra universal sobre qual seria a mais saudável.

O que a clara de ovo entrega para o organismo?
A clara é conhecida por ser rica em proteína de alta qualidade e por ter baixo teor calórico. Por isso, ela costuma aparecer em dietas voltadas para saciedade, controle de peso e apoio ao ganho de massa muscular.
Além disso, a proteína do ovo é de fácil digestão e ajuda bastante quem quer aumentar o consumo proteico sem elevar muito a ingestão de gordura. Ainda assim, a clara oferece menos variedade de micronutrientes quando comparada à gema.
Ela costuma ser especialmente útil em situações como estas:
- dietas com foco em emagrecimento e controle de calorias;
- rotinas de treino com objetivo de recuperação e construção muscular;
- refeições que pedem mais saciedade sem excesso de gordura;
- planos alimentares que exigem ajuste maior na distribuição de macronutrientes.
Por que a gema de ovo é tão nutritiva?
A gema concentra boa parte dos compostos mais valiosos do ovo. É nela que estão nutrientes importantes para o cérebro, para os olhos e para o aproveitamento de vitaminas essenciais no dia a dia.
Entre os destaques estão a colina, ligada ao funcionamento cerebral e do sistema nervoso, além de luteína e zeaxantina, conhecidas por seu papel na proteção visual. A gema também reúne as vitaminas A, D, E e K, que não aparecem da mesma forma na clara.
Outro ponto importante é que a gema contém gorduras que ajudam na absorção desses nutrientes. Por isso, embora muita gente pense apenas no colesterol, ela funciona quase como uma parte concentrada do valor nutricional do ovo.

É melhor escolher uma parte ou comer o ovo inteiro?
Para a maioria das pessoas, a resposta mais equilibrada costuma ser simples: comer o ovo inteiro. A clara entrega proteína de excelente qualidade, enquanto a gema oferece vitaminas, compostos bioativos e gorduras que completam melhor o perfil nutricional.
Quando alguém remove a gema o tempo todo, perde justamente a parte mais rica em micronutrientes. Já quem evita a clara deixa de aproveitar uma fonte prática e eficiente de proteína. Por isso, em vez de tratar essa disputa como um duelo entre vencedora e derrotada, faz mais sentido pensar em complementaridade.
O Dr. Gabriel Azzini explica, em seu canal do YouTube, por que nenhuma parte do ovo deve ser descartada e quais os benefícios do consumo do ovo inteiro:
Quem deve ter mais atenção ao consumo de gemas?
Apesar de o consumo de ovos ser considerado seguro para grande parte da população, algumas pessoas precisam seguir orientação individual. Isso vale principalmente para quem tem distúrbios específicos do metabolismo lipídico, hipercolesterolemia familiar ou quadros cardiovasculares que exigem acompanhamento nutricional mais próximo.
No geral, o problema nem sempre está no ovo em si, mas no contexto da refeição. Exageros com embutidos, frituras e acompanhamentos ultraprocessados costumam pesar mais do que a presença da gema isoladamente. Para a maioria das pessoas, incluir ovo na rotina pode fazer parte de uma dieta equilibrada sem grandes preocupações.
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