Novo telescópio da NASA promete encontrar 100 mil mundos e produzir centenas de vezes mais dados
Câmera de campo amplo transformará cinco anos de observações em arquivo colossal
Como um telescópio com espelho do tamanho do Hubble pode observar muito mais céu? O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman une visão ampla e imagens detalhadas. A missão deve achar cerca de 100 mil mundos e criar um enorme arquivo do Universo.
Qual é o novo telescópio da NASA?
O observatório recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, primeira chefe de astronomia da agência espacial dos Estados Unidos. Sua missão principal será estudar planetas fora do Sistema Solar, matéria escura, energia escura e a formação das grandes estruturas cósmicas.
O equipamento tem um espelho de 2,4 metros, medida igual à do espelho principal do Hubble. A diferença está sobretudo na câmera e no campo de visão. O verbete sobre o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman reúne o histórico do projeto e de seus instrumentos.

Como ele poderá achar 100 mil mundos?
A câmera observará muitas estrelas ao mesmo tempo perto do centro da Via Láctea. Uma pequena queda repetida no brilho pode indicar o trânsito de um planeta, isto é, a passagem desse mundo diante de sua estrela.
A estimativa de 100 mil planetas vem desse método. O Roman também usará a microlente gravitacional, efeito no qual a gravidade de um objeto amplia a luz de outro mais distante. A previsão científica para a busca de novos mundos aponta ainda mais de 1.000 planetas encontrados por microlente.
Os dois caminhos devem revelar grupos bem diferentes:
Por que o Roman produzirá tantos dados?
O Instrumento de Campo Amplo tem uma câmera de cerca de 300 megapixels. Cada foto cobrirá no céu uma área maior que a Lua cheia aparente, sem perder a nitidez necessária para separar objetos distantes.
A descrição técnica da construção do Roman estima até 20 petabytes, ou 20 mil terabytes, em sua missão principal de 5 anos. Isso explica a produção de dados centenas de vezes mais rápida que a do Hubble.
Os números ajudam a enxergar a escala:
- Campo amplo: observa uma grande faixa do céu em cada imagem.
- Bilhões de objetos: registra estrelas, galáxias, planetas e explosões cósmicas.
- Visitas repetidas: volta às mesmas regiões para notar mudanças de brilho.
- Arquivo aberto: permite que diferentes equipes estudem os mesmos registros.
O Roman vai substituir o Hubble?
Não. Os observatórios foram feitos para trabalhos que se completam. O Roman atuará como um grande mapa, capaz de localizar milhares de alvos. O Hubble poderá continuar fazendo observações mais concentradas enquanto estiver em operação.
A principal diferença está na largura da visão, não apenas no tamanho do espelho:
Quando o telescópio começará a trabalhar?
Em 2 de agosto de 2026, o lançamento estava marcado para 30 de agosto de 2026, em um foguete Falcon Heavy. A página oficial da missão Roman mantém a data e o andamento dos testes.
Depois da viagem até o ponto L2, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, ainda haverá preparação antes das observações científicas. O Roman não olhará apenas mais longe: ele fará o céu caber em um mapa muito maior.
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