Novo megaprojeto brasileiro de R$ 6,8 bilhões colocará o primeiro túnel imerso da América Latina ao fundo do canal entre Santos e Guarujá
A obra promete mexer com a rotina de quem cruza o canal
Um projeto de R$ 6,8 bilhões vai criar uma ligação fixa entre Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo, usando grandes módulos de concreto instalados no fundo do canal portuário. O Túnel Santos-Guarujá terá 1,5 quilômetro de extensão e será o primeiro túnel imerso da América Latina. A etapa de imersão das estruturas está prevista para 2029.
Como o túnel será colocado no fundo do canal?
O túnel será montado com grandes elementos pré-moldados produzidos fora do canal e depois levados até o ponto de instalação. A página oficial do projeto informa que a ligação terá 1,5 quilômetro, dos quais cerca de 870 metros ficarão submersos.
Em vez de perfurar todo o caminho sob o solo, a técnica prevê uma vala preparada no leito do canal. Cada módulo será rebocado, afundado de maneira controlada, encaixado ao anterior e protegido antes da instalação dos sistemas internos.

Qual será o tamanho da nova ligação entre Santos e Guarujá?
A estrutura foi planejada para atender diferentes formas de deslocamento sem retirar espaço da navegação do porto. O Programa de Parcerias de Investimentos de São Paulo registra investimento estimado em R$ 6,8 bilhões e prazo contratual de 30 anos.
Por que a obra usa a técnica de túnel imerso?
A técnica permite criar uma ligação fixa sem construir uma ponte sobre a principal entrada marítima do Porto de Santos. Assim, navios continuam utilizando o canal acima da estrutura.
O Ministério de Portos e Aeroportos classifica o empreendimento como o primeiro túnel imerso da América Latina e informa que ele integra o programa de expansão da infraestrutura portuária brasileira.
- Produção: os grandes elementos de concreto serão fabricados em área própria.
- Transporte: cada módulo será levado pelo canal até a posição definida.
- Imersão: as estruturas serão baixadas até a vala preparada no fundo.
- Operação portuária: o túnel permitirá manter a navegação de navios na superfície.
O que deve mudar na travessia entre as duas cidades?
A ligação fixa deve reduzir fortemente o tempo de deslocamento entre as margens. Hoje, balsas, catraias e o caminho rodoviário atendem diferentes usuários, enquanto o túnel criará uma passagem contínua para veículos, transporte público, pedestres e ciclistas.
Mais de 28 mil pessoas utilizam diariamente as travessias por barcos de pequeno porte e balsas, segundo o governo estadual. O projeto oficial prevê reduzir um percurso que pode chegar a cerca de 50 minutos para menos de cinco minutos.
Quando os módulos serão colocados no fundo do canal?
A imersão dos módulos está prevista para 2029. A Secretaria de Parcerias em Investimentos de São Paulo informa que 2026 é dedicado aos projetos e licenciamentos, 2027 à implantação de canteiros e doca seca e 2028 à fabricação dos elementos pré-moldados.
Depois da imersão em 2029, os acabamentos, sistemas e testes operacionais ficam para 2030. A previsão estadual mais recente coloca a operação em 2031, quando a travessia deverá finalmente unir as duas margens por baixo do canal.
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