Mulher deixa carro de R$ 78 mil no estacionamento do supermercado e volta encontrando a lateral inteira riscada sem qualquer imagem do momento
A lateral apareceu riscada em apenas uma hora, mas nenhuma câmera alcançava a vaga e outros registros podem decidir quem paga os R$ 6 mil.
🚗 O supermercado responde mesmo sem existir imagem do risco?
Renata deixou o carro no estacionamento e voltou uma hora depois com duas portas e o para-lama riscados. A vaga não aparecia nas câmeras, mas outros registros podem indicar onde o dano ocorreu. ⬇️
O dano no estacionamento apareceu enquanto Renata fazia compras e deixou um reparo superior a R$ 6 mil em um carro de R$ 78 mil. Como nenhuma câmera alcançava a vaga, a discussão passa pelas provas capazes de situar o risco naquele período de compras.
O supermercado pode responder pelos riscos encontrados no carro?
Sim, desde que fique demonstrado que o dano ocorreu enquanto o veículo estava no estacionamento do estabelecimento. Não é necessário identificar, em todos os casos, quem riscou a lateral.
A Súmula 130 do STJ estabelece que a empresa responde por dano ou furto de veículo ocorrido em seu estacionamento. O caso concreto ainda exige prova do evento e do prejuízo.

A falta de câmera exatamente naquela vaga elimina a responsabilidade?
Não por si só. A falta da gravação não prova que o automóvel já chegou riscado nem elimina automaticamente a responsabilidade do estabelecimento.
Isso também não significa que todo estacionamento deva filmar cada vaga. Entrada, saída, câmeras próximas, testemunhas e registros internos podem reconstruir o intervalo de aproximadamente uma hora.
Quais provas podem mostrar que o carro entrou sem os riscos?
Imagens de cancelas ou corredores podem mostrar a lateral antes e depois das compras. Fotos recentes e testemunhas também podem ajudar.
Renata deve guardar nota fiscal, comprovante do estacionamento, protocolo da reclamação e orçamento. Esses elementos associam horário, local e extensão do dano.
A prova não precisa ficar restrita à câmera que apontava para a vaga.
Quem precisa provar o que aconteceu durante aquela hora?
Renata precisa apresentar elementos mínimos de que deixou o veículo no local e o encontrou danificado. O supermercado pode usar seus registros para contestar essa versão.
O Código de Defesa do Consumidor admite inversão do ônus da prova quando o juiz considera a alegação verossímil ou reconhece hipossuficiência. Essa inversão não ocorre automaticamente em toda reclamação.
Quem controla os registros pode ter papel importante na prova.
O que Renata deve fazer para cobrar os mais de R$ 6 mil?
Renata deve formalizar a ocorrência e pedir a preservação das imagens de entrada, saída e corredores próximos. Também pode registrar boletim de ocorrência.
Se houver negativa de ressarcimento, Procon ou ação judicial podem discutir o reparo. Orçamentos compatíveis e documentação feita antes do conserto fortalecem a cobrança.
Os registros mais úteis incluem:
- Nota fiscal ou comprovante das compras realizadas.
- Ticket, placa registrada ou histórico de acesso ao estacionamento.
- Fotos e vídeos feitos logo após encontrar os riscos.
- Pedido formal de preservação das câmeras existentes.
- Orçamentos detalhados para portas e para-lama.
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Por que a ausência da gravação não encerra a cobrança?
A Súmula 130 do STJ alcança danos ocorridos no estacionamento da empresa, não apenas situações filmadas. O ponto central é estabelecer que o prejuízo surgiu enquanto o veículo estava naquele espaço.
Sem a imagem do momento, o caso dependerá do conjunto de indícios. Se entrada, horários, fotos imediatas e outras provas formarem sequência coerente, a câmera ausente pode deixar de ser o detalhe decisivo dos mais de R$ 6 mil.
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