Motorista pega o celular para trocar a música no sinal fechado e recebe multa mesmo com o carro parado
O carro parado não muda um detalhe importante da regra
O semáforo estava vermelho, o pé no freio, o carro totalmente parado. Mas ele destravou o celular para trocar a música, e um agente viu. Muita gente ainda acredita que celular no volante, mesmo parado, é permitido quando o veículo não anda. O Código de Trânsito Brasileiro diz o contrário. A história é fictícia, mas o engano é comum no Brasil.
Como foi o dia em que a multa apareceu?
Marcos saiu do trabalho num fim de tarde chuvoso em São Paulo e enfrentou o trânsito parado. A playlist tinha travado numa música que ele não gostava. No sinal fechado da esquina, com o carro totalmente imóvel, ele pegou o celular no console para pular a faixa.
Foram poucos segundos com o aparelho na mão. A tela do celular estava acesa, o dedo passando entre as opções. Do lado da calçada, um agente de trânsito observava a fila. Registrou o número da placa, anotou a data e o horário, e seguiu a fiscalização.

O que aconteceu quando a notificação chegou em casa?
Duas semanas depois, veio a notificação. Infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira, além do risco de suspensão do direito de dirigir em caso de reincidência. Marcos ficou revoltado. O carro estava parado, o sinal estava fechado, ele não estava dirigindo.
Foi conferir a base legal e descobriu que o CTB trata a condução como todo o momento em que o motorista está no comando do veículo em via pública. Sinal fechado, congestionamento, semáforo intermitente, tudo isso é considerado direção. Não existe pausa para o celular enquanto o carro está na pista.
Afinal, o que a lei brasileira diz sobre celular no trânsito?
O Código de Trânsito Brasileiro proíbe expressamente, no artigo 252, dirigir manuseando telefone celular. A palavra-chave é manusear: não é preciso estar falando, digitando ou navegando. Tocar no aparelho para trocar música já configura a infração.
Reformas na lei tornaram o uso do celular na direção uma infração gravíssima, com multa alta e pontuação máxima na carteira. O legislador entendeu que o simples ato de segurar o aparelho tira a atenção necessária para reagir ao trânsito, mesmo quando o veículo está temporariamente parado.
Quais são as condutas que caracterizam a infração no sinal?
A infração não depende de o veículo estar em movimento. Existe uma lista de comportamentos que agentes de trânsito consideram como manuseio proibido, mesmo no semáforo fechado. Os principais são estes:
Por que a lei foi desenhada de forma tão rigorosa?
Voltando ao caso de Marcos, a norma não veio para incomodar quem dirige por longas horas todos os dias. Ela existe porque a distração ao volante é uma das principais causas de acidentes graves. A Constituição Federal reconhece o direito à vida e à segurança viária, e o CTB traduz isso em regras duras porque o preço de cada segundo de desatenção pode ser alto demais.
O que muda quando comparamos a atitude de Marcos com o comportamento seguro?
A diferença entre o que o motorista fez e a conduta legal no trânsito não está no tempo em que o celular ficou na mão, na intenção inocente ou no fato de o carro estar parado. Está na compreensão de que a fiscalização considera o momento inteiro da direção. A comparação entre a atitude de Marcos e o comportamento seguro fica clara na tabela:
| Etapa | O que Marcos fez | O que o CTB exige |
|---|---|---|
| Escolha da música Antes de dirigir | Deixou a playlist rodando aleatoriamente. | Preparar tudo antes de sair |
| Uso do aparelho Com o sinal fechado | Pegou o celular para trocar a faixa. | Manuseio configura infração |
| Suporte veicular Estrutura do painel | Deixou o celular solto no console. | Suporte fixo evita autuação |
| Central multimídia Painel do veículo | Não usou os comandos do volante. | Botões nativos são permitidos |
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O que se aprende com a história de Marcos?
A vontade de trocar uma música e o hábito de mexer no celular no sinal fechado não estavam errados como intenção. O que faltou foi a informação de que o CTB considera aquele momento como direção plena. A multa é dura, mas a lógica por trás dela protege muitas vidas. Cada situação específica pode ser avaliada por profissional habilitado.
Quem realmente quer dirigir com segurança e sem levar multa por celular precisa seguir esse roteiro: preparar rota e playlist antes de ligar o carro, instalar suporte fixo para o aparelho no painel, usar exclusivamente comandos por voz ou botões no volante durante o percurso, evitar tocar no celular mesmo com o veículo parado no semáforo e, em caso de emergência, encostar em local seguro antes de qualquer manuseio. Assim, o hábito antigo não vira registro na carteira.
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