Michele transformou o próprio quintal em um metrô subterrâneo de verdade, com duas linhas planejadas, túneis escavados manualmente e conexão direta entre bunker, horta tecnológica e entrada da propriedade
Projeto subterrâneo prevê linhas interligando bunker, horta tecnológica e outras construções extremas
Construir uma casa na árvore já seria suficiente para a maioria das pessoas. Michele Molteni, criador de conteúdo italiano, foi além: depois de erguer um mega bunker, uma horta tecnológica e uma montanha-russa funcional no próprio terreno, ele decidiu conectar tudo isso com um sistema de transporte subterrâneo. Um metrô. No quintal de casa.
O terreno que virou um laboratório de engenharia extrema
Localizado na Itália, o espaço de Molteni já funciona há anos como um canteiro de obras permanente. Cada projeto anterior deixou rastros físicos no terreno: cenários temáticos do jogo Fallout feitos de poliestireno, caixas d’água abandonadas, paletes empilhados. Antes de escavar qualquer coisa, foi preciso limpar tudo isso, parte descartada por empresa especializada em resíduos, parte removida pela própria mini escavadeira do criador.
O ponto de partida do metrô foi escolhido estrategicamente: o portão de entrada do terreno. A ideia é estacionar o carro, dar poucos passos e embarcar diretamente na plataforma subterrânea para se deslocar pela propriedade sem precisar caminhar pela superfície.

Como o sistema de metrô foi planejado
O projeto se inspira no metrô de Milão e prevê duas linhas principais com funções distintas. Cada uma cobre uma parte diferente do terreno e se conecta à outra por um sistema rotatório subterrâneo que ainda será desenvolvido para trocar o carrinho de trilho.
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Os obstáculos que apareceram já nos primeiros metros
Antes mesmo de começar a escavar, o próprio maquinário apresentou problemas. A empilhadeira estava parada com a bateria descarregada e precisou de uma substituição por uma unidade de 12V e 120 Amperes. O kart antigo também não funcionava por falha no carburador e teve de ser rebocado pela mini escavadeira. O projeto começou literalmente consertando as ferramentas necessárias para iniciá-lo.
Já dentro da vala, os desafios mudaram de escala. Raízes grossas de loureiro, próximas à cerca viva lateral, resistiram à lâmina da escavadeira. Após cerca de 8 metros escavados, aproximadamente um terço da Linha Vermelha, o solo revelou pedras de grande porte enterradas, o primeiro obstáculo geológico real do projeto.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Michele Molteni mostrando na prática a construção do metrô em seu quintal.
A máquina que cabe dentro da própria vala
Um dos detalhes mais curiosos da execução é o equipamento escolhido: uma mini escavadeira de esteira compacta com apenas 94 cm de largura e eixos ajustáveis. Isso permite que Molteni desça com a própria máquina para dentro da trincheira para nivelar o fundo e verticalizar as paredes, algo impossível com equipamentos de maior porte.
A maior parte do trabalho é feita pelo próprio criador, sem equipe de engenharia contratada. Em cerca de três horas de escavação, o resultado já era visível: uma vala reta, limpa e com paredes verticais cortando o terreno que meses antes estava tomado por entulho de projetos abandonados.
A pergunta que ninguém ainda sabe responder
Escavar é apenas o começo. A questão que paira sobre o projeto, e que Molteni ainda não respondeu publicamente, é como fechar o teto do túnel sem que a terra ceda. Sem escoramento adequado das paredes e sem uma estrutura de cobertura resistente, o que hoje é uma vala aberta pode se tornar um risco real antes de virar um metrô.
É exatamente essa tensão entre a ambição do projeto e os limites físicos da realidade que mantém milhões de pessoas acompanhando cada vídeo. Molteni não vende apenas construção: vende o prazer de ver alguém testar, com as próprias mãos e no próprio quintal, até onde a engenharia caseira consegue chegar. E o próximo capítulo ainda não tem resposta.
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